terça-feira, 8 de dezembro de 2009

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do que era, abisma lembrança. agora segue desastronauta, com a alma repleta de chuva, pisando silêncio antes que a noite se zangue.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Alecrim, alecrim dourado

Que nasceu no campo

Sem ser semeado.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Desafio matemático

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dizem que Paris é o melhor lugar do mundo pra se realizar um sonho. se eu fosse a Paris estaria realizando dois. porque estaria em Paris para realizar um sonho e estaria em Paris a realizar o sonho de estar em Paris.

Que circunjaz

eu acendo os olhos no meu quarto escuro, entro num ônibus vazio e vou até a cozinha. bebo água na fonte, respiro aliviada e adormeço ali mesmo, sobre os braços, à mesa, enquanto espero condução pra voltar.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Vontade indômita

como diria Edmond Jabès: o sexo é sempre uma vogal.

(Les mots tracent, p. 37)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Bloco de notas

um pouco de misantropia sempre vem.
e não vejo nenhum mal nisso.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O silêncio que nos protege

... falar nem sempre é preciso.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

sábado, 28 de novembro de 2009

Dia da gente

amigos, abraços sinceros, gargalhadas gostosas, todomundosemprejunto e falando ao mesmo tempo, crianças correndo, cachorro atrás, bolo, guaraná...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Alice me persegue

A senhora me desculpe, mas no momento não tenho muita certeza. Quer dizer, eu sei quem eu era quando acordei hoje de manhã, mas já mudei uma porção de vezes desde que isso aconteceu. (...) Receio que não possa me explicar, Dona Lagarta, porque é justamente aí que está o problema. Posso explicar uma porção de coisas mas não posso explicar a mim mesma.
(Alice no País das Maravilhas)

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Para ouvir.

Extreme - More than words

Ata de Defesa Pública

Aos vinte e quatro dias do mês de novembro do ano de dois mil e nove, realizou-se na sala 42 do Instituto de Linguagens IL da Universidade Federal de Mato Grosso, nesta capital, a sessão pública de defesa de Dissertação de Mestrado intitulada O OUTRO LADO DE UMA MESMA HISTÓRIA: A Produção Literária Destinada ao Público Infanto-Juvenil no Estado de Mato Grosso (1980 - 2009) apresentada por Ângela T. Fontana de Souza... para obtenção do título de Mestre em Estudos de Linguagem, na área de concentração Estudos Literários e Culturais, linha de pesquisa Literatura e Realidade Social, de acordo com os registros da Secretaria do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagem. (...)
ai, ai...
yabadabadabadabadadooooooooooo....
enfim, Mestre! Mestre!
acabou-se.

a galera da banca não me mordeu nem quis me devorar. elas eram tão calminhas...

estou daquele jeito, assim... desafinadamente feliiiiiiiiz.
uf!uf!
coraçãozinho fazendo tududum.

yahuuuuuuuuuuuuuuuuu!!!!!!!!!!!!!
não, eu não estou nervosa.
alguém aí tem unhas pra emprestar?

Dia D

estou em pânico, correndo de um lado para outro, arrancando cabelos, girando os olhos, falando sem parar, dobrando joelhos, contraindo o ombro, sacudindo a cabeça para o lado como num impulso, estalando os dedos, soluçando... ...
mentirinha!

eu deveria estar meio brrrrr? pensei que estaria meio brrrrr. hoje é o dia da sabatina, do juízo da Maria e eu estarei lá sozinha, magrinha, miudinha em frente a uma banca de dentes e línguas afiadas, mãos enormes e vozes epidérmicas e línguas afiadas e dentes enormes e...

bem que a Maria merecia um drama, um pouquinho de desespero, de cena de dor, bem maria, das dores, sei lá. mas tô tão... ... ...

hã? hein?

depois eu registro como foi.

Gosos

este blog está acompanhado por Chopin (Ballade 1) nos dedos de Horowitz, que tenta, desesperadamente, coordenar o panapanã do meu estômago.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Convite

O Programa de Pós-graduação em Estudos de Linguagem convida a todos para
Defesa Pública de Dissertação de Mestrado

Título: O OUTRO LADO DE UMA MESMA HISTÓRIA: A Produção Literária Destinada ao Público Infanto-Juvenil no Estado de Mato Grosso (1980-2009)

Mestranda: Ângela T. Fontana de Souza
Data: 24 de novembro de 2009 às 14:30
Local: sala 42 do Instituto de Linguagens - MeEL / UFMT
Banca examinadora:
Prof.ª Dr.ª Franceli Aparecida da Silva Mello (orientadora - UFMT)
Prof.ª Dr.ª Simone Cristina Mendonça (examinadora externa)
Prof.ª Dr.ª Rhina Landos Martínez André (examinadora interna-UFMT)
Prof.ª Dr.ª Célia Maria Domingues da Rocha Reis (suplente-UFMT)
hoje, tenho borboletas no estômago.

sábado, 21 de novembro de 2009

quem me dera, agora, todo o frio daquele ano nas Cordilheiras.
o calor cuiabano não é pra mim.
estou inoperante.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

A propósito de saudades




Los Penitentes - 2006

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

L'oiseleur et la cage

Et l’oiseau disait :
_ Tu crois que nous sommes dans une cage, mais tu te trompes. Ecoute : des insectes minucules sont prisonniers de mes plumes, et ils ne s’en rendent pas compte. Toi-même, tu vis dans une cage, ta maison est une cage, ta rue, cette ville tout entière est une cage... Où crois-tu donc que s’arrêtent les barreaux de ta cage ? la Terre tout entière, notre planète, pour toi et pour moi, est une cage. L’univers lui-même est une cage, ballottée sur les épaules de l’infini...
(...)
Nahal Tajadoa - Roumi lê brûlé

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Caminos del espejo

Y sobre todo mirar con inocencia. Como si no pasara nada, lo cual es cierto.
(...)
Alejandra Pizarnik

signo icônico

eu olho a pedra e me sinto meio pedra. um pouco de solidão faz bem.

[o silêncio é necessário. é preciso esvaziar a cabeça e o coração.
eu me gosto muito em tempos assim. é importante, às vezes, contemplar uma pedra e ficar ali, sendo pedra como a pedra. ou deitar na calçada ou na grama pra olhar o céu à noite e sentir-se grama como a grama ou um pedaço de céu como um pedaço de céu... isso sendo tudo e nenhuma idéia além.]

terça-feira, 17 de novembro de 2009

eu ainda não sei o que eu sei fazer bem.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

hoje foi a defesa do Miguel.
sexta-feira 13, Artaud... lindo!
fiquei imaginando a minha vez.
suei em bicas.

sábado, 7 de novembro de 2009

§

tem chovido bem.
meu pé de alecrim agradece.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

tudo como um todo inteiro de pequenas partes.
quase um mosaico bizantino.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Das inquietações

olho pra estante apinhada de livros acumulados ao longo desses anos, comprados compulsivamente sob o desejo de uma leitura desobrigada. não estou mais amordaçada pelos teóricos e posso escolher qualquer um, por prazer. estou livre agora, mas não consigo me decidir. ainda não sei de onde quero partir nem pra onde ir.

seria algum efeito pós-dissertação de mestrado?

sábado, 31 de outubro de 2009

Resmungos

meus olhos estão congestionados de sono.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A propósito de saudades

da Marli e da Ana.
dagente tudojunto.

Presente contínuo

o cara da impressão furou. acabou o papel, acredita? tem quatro calhamaços ali na ponta da escrivaninha. cheguei atrasada lá no Meel. porta trancada. entrego na terça, então. mas consegui postar a cópia que ia pra Belém. foi. agora é esperar. entrego as outras na terça e espero o dia 24/11 chegar. não quero esperar mais nada. Uyuni está me esperando e eu tenho que esperar.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

"Conhecer alguém é conhecer-lhe o desejo."
(Barthes)

Defesa!

o meu primeiro juízo final está marcado para o dia 24 de novembro no Instituto de Linguagens.
brrrrr........

todos os meus amigos estarão lá.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Capítulos-tulos de uma Dissertação-tação

ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!

ACABEI DE ENVIAR A MARIA (minha querida dissertação) PRA FRAN (minha querida desorientadora).

ACABEI, ACABEI, ACABEI,
A - CA - BEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEI!!!!!

nem acredito!
só espero que ela não invente mais nada... que esteja tudo ok pra mandar pra banca e...
pow! vamos marcar essa bosta e foda-se e fim.

yahuuuuuuuuuuu!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

sábado, 17 de outubro de 2009

putz!
a coisa por aqui está feia.
nunca mais quero uma dissertação na vida... assim, talvez uma tese, quem sabe... rs
quando estiver livre, vou bater asas pra algum lugar bem longe, feito de horizonte e sal.

abraço desde Cuiabá!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

meninas super poderosas

pegar a estrada a pé e ficar sem banho até que está valendo, a gente só não abre mão do trydent, do hidrosteril e um quadradinho de chocolate branco, porque ninguém é de ferro.

uyuni?
uyuni!

domingo, 27 de setembro de 2009

alguém aí -í -í -í -í -í -í ...

(eco assim?)

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Capítulos de uma Dissertação

eu e a Das Dores fomos aprovadas pela banca de qualificação.
a gente somos qualificadíssimas agora. ^^

próxima etapa: Defesa!


yuuuuupiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!.......

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

o.O

é uma noite de tempestade.

tec, tec, tec, tec... (máquina de escrever.)

os relâmpagos entram pela janela.

tec, tec, tec, tec, tec, tec, tec... crac! tlin!

de repente, ela percebe uma sombra imóvel atrás da vidraça.

tec, tec, tec, tec, tec...

o próximo relâmpago estabelece a sua claridade momentânea e ela nota que a sombra... desapareceu!

tec, tec, tec, tec, tec, tec, tec, tec... crac! tlin!

o coração quase lhe sai pela boca quando sente... o calor de uma presença... a seu lado!!

tec, tec... tec... ... tec... ... ...

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaHH!!!! (grito estridente)


[a seguir, cenas do próximo capítulo.]

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

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J'ai très envie de me baigner.
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tenho escrito poesias de porta.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

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nosso 'falso chorão' está crescendo e tomando ares de melancólico, assim, pendido para um lado e com a cabeleira toda caída sobre a face.

[acho que vai ser 'açu']

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Sobre lagartixas e andarilhos

.
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lagartixas se sentem felizes quando vêem
do alto de suas casas
andarilhos que chegam
silenciosos
compostos de algumas poucas
'palavras muitas'.

gostam de rabiscar em portais
ou dizer no vento.

são amigos de parede.

domingo, 30 de agosto de 2009

Flintstones

quando a gente passeia no velho bugão me sinto bem ... Vilmaaaaa!

sábado, 29 de agosto de 2009

às vezes fecho os olhos e desejo profundamente que o mundo gire de volta pra 1991.
abro os olhos e esqueço tudo no segundo seguinte.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Capítulos de uma dissertação... (perdi a conta)

yabadabadabadabadooooo...

a primeira versão da Maria das Dores ficou prontíssima.
minha querida (des) orientadora quase teve um derrame nos olhos pra ler tudo em apenas 12 horas, mas está ok e vamos pra qualificação.
já não serei mais uma desqualificada a partir de 14 de setembro.

yes!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

aproveitando...
fica a indicação pra ler o Callado.
além de "Esqueleto na Lagoa Verde" e "Quarup", também "A Madona de Cedro", "Bar Don Juan" e "Colar de coral". Bem, tem uma lista bem grande, mas esses conheço bem.

Percy Harrison Fawcett

agora todo mundo vai ter ouvido falar em Fawcett.
Mato Grosso mais uma vez no cenário mundial, dessa vez com Bread Pitt.


(só assim pra história do Fawcett virar papo de varanda.)


tá lá no 24horas news.
http://www.24horasnews.com.br/index.php?tipo=ler&mat=302804

sábado, 22 de agosto de 2009

Mentiras sinceras

“O que sei eu de mentiras e afins? Tenho um asco tão grande à mentira, mesmo mentira literária, que deixei de escrever ficção há muito tempo. Todas essas histórias violentas e vulgares que escrevo são verdadeiras, protagonizadas por um grupo - ou bando, que é como gostam de ser chamados -, de velhos matadores que conheço. O bando, que hoje está reduzido a um trio, já foi grande, mas sabe como é velho... Marcam encontro com a gente, morrem e não dão as caras. Nos encontramos lá na praça Alencastro, fico esperando enquanto engraxam seus sapatos, depois bebemos alguma coisa, eu que pago a conta!, e então eles me contam velhas histórias de seu ofício. Acredito em tudo que dizem, mesmo quando quem me conta uma história, que teria acontecido com ele mesmo, diz que levou um tiro pelas costas e morreu durante um trabalho que deu errado. É que gente sincera sempre acredita. Duvidar é coisa de mentiroso.”
(Wander Antunes)
Acho o Wander fodão.
tá lá no Overmundo

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

textos epidêmicos

tosse, tosse, tosse
inflamação na garganta
catarro
febre
dor de ouvido
cansaço
uma pontada nas costas
tosse...
sono, muito sono.


(não é gripe suína, mas lave bem os olhos depois de ler)

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

rá!
chuva hoje.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Cuiabapó

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dias de muito calor e pó.
assim até vale dizer:
_ eu sou parte desse chão!

[a gente se bronzeia, mas não sabe se do sol ou da poeira.]

^^

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Quando as amigas reclamam que não estão pegando ninguém...

aconselhamento:
quando eu era criança beijava a parede, a lateral da estante ou a tv quando o Magaiver aparecia (mais tarde era o Johnny Deep).
sei lá... ataca a parede mesmo... ou convida um amigo íntimo pra tomar uma xícara de chá da semana... ^^

[falando em amiga e amigo íntimo, uma amiga me escreveu que a dissertação de um amigo dela foi batizada de Perpétua. rachei de rir o dia que li aquilo.
fiquei até curiosa pra saber o nome da minha próxima dissertação (cruzes!) ou da minha tese de doutorado, quem sabe. até falei da Perpétua pra Das Dores e ela ficou interessadíssima.
sei não, acho que ela é meio lésbica.

_ sobre o que é a Perpétua? (Das Dores perguntando)
_ "Culture Jamming". (amiga respondendo)
_ Jamming?! perpetuamente?! (Das Dores pergunta meio que exclamando e de olhinhos virados...)
_ ^^ ]

sábado, 8 de agosto de 2009

MONSTRO!
só mesmo pra dar um pouco de gravidade nisso.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Pensamento sem bordas

certa vez, em uma das correspondências com o poeta Aclyse, ele me perguntou dos meus medos, em que personagens eles se transformariam.
tenho pensado nisso.

naquele primeiro momento eu reconheci a Desespero e o Monstro-de-Lá.
sobre esse último eu o descrevi mais ou menos como um tipo que nunca consegue expressar-se por inteiro. suas palavras não alcançam tudo o que gostaria, não sei se por não conhecê-las completamente ou se por preferir o silêncio da intenção. ele está sempre preso do outro lado, na outra margem de algum lugar. sente-se sufocado por não conseguir ser presença. é inteiro ausência de todo lugar e de si mesmo. vive num contínuo ressoar de idéias, tentando dizer o mesmo de modo diferente ou o diverso sempre da mesma maneira. o seu desejo profundo é chegar mais perto, mas não consegue sair do lado em que está.

ele, assim como eu, é um desterritorializado.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Tempestades íntimas

paz... ciência
que me foge de repente.

domingo, 2 de agosto de 2009

A propósito de saudades

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de quando eu fugia da aula correndo pela Rua da Praia pra pegar o pôr-do-sol no Guaíba, visto do topo da Casa de Cultura Mario Quintana, sob o céu de Porto Alegre.

(em tardes fugidas, cheias de solidão)

sábado, 1 de agosto de 2009

Caindo na real

"Nullus est liber tam malus ut non aliqua parte prosit."

(Nenhum livro é tão ruim que, sob algum aspecto, não tenha utilidade.)

Para ninar a Leila

queria nascer lagarta
largada no meu desejo
verde de planta
sanfonando o tempo em largo jardim.

dormiria num casulo
pra acordar borboleta
da flor azul de origami
que um dia você trouxe pra mim.


(coisas velhas)

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Cabelos insanos e voz de tempestade

quem foi que disse que poesia é válvula de escape?
hein?!
ah! vai... corta essa.
tá mais pra coisentrando do que saindo.

Aclyse de Mattos

nestes dias, o Aclyse tem estado enfaticamente na minha lembrança.
o Aclyse é dessas pessoas cheias de idéias incríveis que empolgam quem está por perto. é poeta mato-grossense dos grandes. ele fez nascer um monte de borboletas na minha cabeça e continua fazendo cada vez que o leio. eu sei que ele conserva uma gaveta cheia de preciosidades que não mostra pra ninguém. fico imaginando as borboletas que moram lá dentro...

bater um papo seria algo realmente bom.

de vez em quando
a gente se escreve.
entre memória e esquecimento.
territórios sem fronteiras.

Aula de semiótica

A realidade é uma construção.
O que nunca se repete não tem nome, é primeiro.

A definição

No meu quebra-cabeça de hoje acabo de descobrir este admirável conceito:
"Intervalo quadrado entre os triglifos de um friso dórico."
Paciência! não te direi o que seja... E é melhor assim. O mistério faz parte da beleza.

(Quintana)

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Tempestades íntimas

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ahhh!.... o meu Quintana.
se ele soubesse das minhas intenções, jamais teria partido.

primeiros vestígios

ver, ouvir, ler e sentir uma obra de arte é ver, ouvir, ler e sentir a si próprio. é olhar perto e longe ao mesmo tempo. é ver o mundo de maneira mais clara e provocadora.

(eu acho que a Elizabeth diria mais ou menos isso)

terça-feira, 28 de julho de 2009

Macaco Bong

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os meninos fazendo bonito no Festival Escambo 2009 lá em Minas.
cuiabanos!



bjo pro João!


(escambo forceps retomada fora do eixo)

Bem assim, como o Riobaldo

"Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa."
(Guimarães Rosa - Grande Sertão: veredas)

domingo, 26 de julho de 2009

a gente nem mora no Rio de Janeiro, mas consegue ficar no meio do fogo cruzado entre polícia e bandido em plena Isaac Póvoas. sufoco até engatar marcha ré, conseguir espaço e sair correndo.

e pela tarde eu ainda falava em horror...

Confluência dos sentidos

eu tô tentando consolar o meu texto por causa da ausência de uma única palavra, mas que lhe seria a chave de todo o sentido. ela simplesmente não quer aparecer. justo ela, o elixir da frase final, pra fechar o texto com aquela polidez dos poetas, com aquela sutileza que faz amor-tecer o leitor. é aguda como dor e rima com rima.
só falta essa palavra que é a fineza maior, a maior fina, a fineza mor do texto, a mor...

desisto!

um intelectual e sua personalidade

vale pronunciar algumas palavrinhas de modo levemente incorreto e observar atentamente 'la manera' que o tipo à sua frente arruma para lhe fazer as correções.

a fuerza de recuerdos

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o horror sempre me horroriza.

(é com certo alívio que digo isto, porque não quero nunca olhar para ele
como quem olha o pó dos móveis.)

sábado, 25 de julho de 2009

El Silencio

Oye, hijo mío, el silencio.
Es un silencio ondulado,
un silencio
donde resbalan valles y ecos
y que inclina las frentes
hacia el suelo.

(García Lorca)

sexta-feira, 24 de julho de 2009

nueve grados.
rá!

Gosos







I love Beirut.
não dá pra viver sem.

Matheus e Théo

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os dias ficam quase vazios quando as 'criarturinhas' que habitam esta toca resolvem perambular por outras paragens.
estas paredes caiadas nem de longe são as mesmas.
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13° e está frrrrrrio. coisa raríssima em se tratando de Cuiabá.
tenho notícias de que lá em Chaps está fazendo 6° e não se encherga nada a mais de um metro do nariz.
...pra me lembrar de como era bom o frio lá da terrinha.
ai,ai...

quinta-feira, 23 de julho de 2009

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ainda dia, mas já quase noite.
é sempre bom quando chove aqui.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

A propósito de saudades

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de quando eu era criança lá na casa da nona em Frederico Westphalen.
altas pedaladas no meu triciclo dentro de casa em dia de chuva e medo do porão
(pipas de vinho e teias de aranha).
chimarrão e polenta bustolada no fogão a lenha esmaltado pra espantar o frio.
água do poço, caqui de chocolate, uvas congeladas no parreiral, bergamotinhas do céu...

terça-feira, 21 de julho de 2009

SOS Gatinhos

de hoje em diante este blog leva o ADOTECUIABÁ. se estiver pensando em comprar um cachorro ou gatinho, experimente visitar um centro de adoção. assim você não contribui com a reprodução comercial e tira um bichinho da rua.
outros estados possuem o mesmo serviço.
links ao lado.

eu queria muito um gatinho. adoro gatinhos.nunca estive tanto tempo sem a companhia de um felino. o problema é que a Mô é super ciumenta, se acha a única dona do pedaço, não aceita mais ninguém. ela não suporta a idéia de dividir a atenção da gente com outro bicho, eu já saquei. quando não estamos por perto ela até finge que não vê os gatos aqui da rua comendo a ração no prato dela, mas só se não estivermos olhando, caso contrário...
ai,ai






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Capítulos de uma dissertação VII

preciso confessar o quanto a Maria das Dores faz juz ao nome. nunca foi tão difícil parir um trabalho. ainda consigo ficar empolgada, mas o cansaço é grande.
não aguento mais ouvir os teóricos, é como se eles ficassem tagarelando no meu ouvido o dia todo, sem intervalo. já tô até mandando calar a boca em voz alta... ^^ ... mandando deixarem a literatura infantil e todas essas questões do adjetivo em paz. chega de tantas considerações a respeito!

isso tá parecendo um pesadelo. além do grande fantasma que é a Das Dores, esses teóricos viraram fantasminhas também. Já me peguei abanando a mão para espantá-los, como quem tenta matar pernilongos.
horrível...
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se perguntarem por mim digam que tenho andado notívaga.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

resmungos

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como diria o Manoel,
crescem urtigas no meu abandono.

domingo, 19 de julho de 2009

É como remoer ideias sem acento

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meu pensamento tem uma sombra.
ininterrupta presença que não obscurece nem na distração.

Gosos

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este blog está acompanhado por Billie Holiday e um macinho de funcho.

Idéias acentuadas

"O encadeamento dos números faz a cadência do universo, regula tanto o que chamamos de acontecimentos fortuitos como os que julgamos determinados, forçando-os, por meio de pêndulos invisíveis a cair cada um na sua vez, desde o que se passa de importante nas distantes esferas, até as miseráveis probabilidadezinhas..."
(O Diabo Enamorado - Jacques Cazotte)

sábado, 18 de julho de 2009

Pensamento sem bordas

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é aquela sensação de algo chegando. o quê eu ainda não sei, mas sei que vem.

Sobre silêncios



Henry Füssli - Silêncio, 1799-1801


(algumas coincidências são mesmo encantadoras...
memória indelével.)

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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Sob chuva forte

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eu quero sete novas manhãs
onde axiomaticamente (re)começo.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Sobre esse lance de palavras e alma

É de se crer que as paixões ditaram os primeiros gestos e arrancaram as primeiras vozes... Não se começou raciocinando, mas sim sentindo. (...) eis aqui por que as primeiras línguas foram melodiosas e apaixonadas antes mesmo de serem simples e metódicas...
(Jean-Jacques Rousseau)

AYMBERÊ

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entre paranóias, dúvidas e sempre algo mais.
porque é importante que eu não me esqueça.

domingo, 12 de julho de 2009

Gosos

voz cavernosa sussurrando no meu ouvido.



Hogar, dulce hogar

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aqui toma-se muito chá, sempre na companhia dos bons:
ou discos ou livros ou amigos.

(novos ou velhos)

sábado, 11 de julho de 2009

Eu não poderia viver sem toda essa pureza e anemia




Tom Yorke= Van Gogh em versão musical.

Poesia Concreta - grosso modo

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escolha algumas palavras duras, de preferência sem preposições e enterre pela metade em disposição maluca numa calçada de cimento - enquanto este ainda estiver fresco, claro.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

hay un vacío alrededor, de repente.
empezó el martes.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Das Significações

A mão em contato com uma ferramenta de trabalho tem um significado específico, significando de outra maneira quando em contato com um seio. A boca em contato com o alimento não significa como a boca em contato com o seio, que não significa como a boca em contato com outra boca. São territórios (re)construídos, fronteiras (re)demarcadas que se (trans)vertem naquilo que representam.



(acho que tenho pensado muito em sexo...^^)

domingo, 5 de julho de 2009

Quando nos identificamos

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Parafraseando Walter Benjamim (1994) em A doutrina das semelhanças, dizemos que o saber oculto repousa sob a esfera da semelhança revelando-se, ao passo que sobre ela se lance um olhar profundo. As semelhanças são maquinações da natureza, no entanto, nós somos os que possuem a capacidade suprema de revelá-las. A existência regida pela semelhança possui vastidão. A semelhança nos destina sem que dela tenhamos consciência. É apenas uma fração daquilo que nos determina. As semelhanças que percebemos, se comparadas àquelas das quais não temos consciência, são partículas de uma imensidão 'específica'. Sem que possamos nos dar conta, se correspondem naturalmente assumindo um significado decisivo que nos reflete, nos dualiza, nos familiariza, nos individualiza, nos configura, nos prescreve, nos preexiste.


(Eu brinco de ser moinho de vento e árvore e nuvem e trem.)

domingo, 21 de junho de 2009

sedex 10

fui a aula, mas não fiquei até o fim.
hoje estou terminando o trabalho de Estética.
o churras na casa da Regina foi legal. a Du não foi.
tô sem voz (noite no ar condicionado que o Arthur insiste em ligar e umas boas horas ao lado da churrasqueira engolindo fumaça, já que a carne não desce... resultado: tem um gato na minha garganta.)
o Senhor Infinito estava lá bebendo todas com cara de sono. depois tenho fofoca pra te contar. aquela tal de "dona de loja" é feinha, né? deu pouca gente, mas estava bom.
o Jiva tomou todas e contou todas as piadas sujas possíveis... hahaha... depois de ter dançado heroticamente, claro! faltou você.
bjo!

p.s. dá um beijinho no Didi, tô um caco pra sair daqui.
outro beijo!

sábado, 20 de junho de 2009

eu queria um mentor intelectual...
eu queria um mentor intelectual...
eu queria...

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Das coisas guardadas no bolso esquerdo da minha blusa

eu gósdi conversá ca allê.
agenti sintendi.

morrdi saudadidela no findi semana.
(o nosso fim de semana começa na quinta e a gente não se vê até a terça.)
puf!
eu queria um mentor intelectual.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

o melhor horário

entre meia noite e seis da manhã.
(quando as coisas são mais fluidas)


volto a escrever,
enfim e por enquanto.

sábado, 13 de junho de 2009

do meu irmão mais novo

"(Se a alma é gêmea, acho que vale para sempre.)"

quinta-feira, 11 de junho de 2009

será que esse lance de alma gêmea está valendo?

segunda-feira, 8 de junho de 2009

desses presentes cheios de carinho

Cadê?
A fonte, o anjo?
O azul está intenso
As vozes estão altas
Os espaços datilografados
Espaços?
Findados começos
Fuçando o começo
Vejo o que não tem fim
Para uns
Dois fins
Um meio termo
Um pé no muro
Muros do escuro
Cadê?
Aqui,
Kdê
palavras remotas
adestradas
afastadas
E sempre próximas

(João)

JOÃO RAFAEL LOPES

daqui ó...
http://www.forceps.com.br/
http://www.emumbarnofundodomar.blogspot.com/
http://www.ongleao.org.br/

domingo, 31 de maio de 2009

Gosos

.
.
literatura, cinema, música, família, amigos, abraços, lábios, cabelos, olhares, empolgação, gestos, pleonasmos intencionais, hipéboles, onomatopéias, paradoxos, chá, chuva, dias nublados, noites de tempestade, madrugadas, ruas calmas, 'naturaleza', piano, flauta, arquitetura, culturas, línguas, oriente, teorias, história, mitologia, antologia poética, fotografia, fazer planos, incenso, cafuné, massagem...

domingo

friozinho, pantufas, crianças correndo pela casa...

domingo, 26 de abril de 2009

tem uma frase ótima do Ortega y Gasset que contempla essa ideia:

"Eu sou eu e minhas circunstâncias"

reforço as 'n' leituras para ela...

pensando bem, esse lance de 'identidade' não existe

"eu sou isso, eu sou aquilo, eu sou assim, assado... porque eu... eu..."

onde, de fato, está a potência?

não há 'eu'.
o 'eu' é uma invenção da modernidade, é pura exterioridade.
não há uno. só há todo e todos não formam um.
o aparecer, desaparecer e reaparecer novamente em outro lugar é o devir...

quinta-feira, 2 de abril de 2009

presente cheio de carinho

Reflexo é quando a água do lago se veste de árvores.
(dicionário de humor infantil - pedro bloch)

quarta-feira, 1 de abril de 2009

.
.
E O RADIOHEAD ESTEVE TÃO PERTO... tão perto...

terça-feira, 31 de março de 2009

Capítulos de uma dissertação VI

escrever a história de parte da produção literária de um Estado inteiro não é missão muito fácil. não que eu não soubesse desde o início da importância desse projeto. é que agora eu sei mais.

depois de um longo trabalho de investigação, depois da descoberta de um grande número de obras publicadas - o que contraria todas as espectativas iniciais -, livros realmente bons e outros nem tão bons assim, depois de ter entrevistado pessoas fantásticas e cheias de imaginação, tudo me soa muito mais grave.

todos os dias de manhã, quando acordo, a importância de tudo isso me cai na cabeça como uma pancada. cada dia é mais forte.

é bem verdade que quanto mais percebo o tamanho desse projeto, menor me sinto diante dele.

segunda-feira, 30 de março de 2009

se perguntarem por mim, digam :

perdeu-se entre livros e xícaras de alecrim.

domingo, 29 de março de 2009

ideias despidas me momentam.

sexta-feira, 27 de março de 2009

... me preocupo em combinar a cor do canudinho com a cor da minha blusa,
o resto é sempre mais de leve.

terça-feira, 24 de março de 2009

momento atriX


by: Maurício Oliveira
SESC Arsenal

domingo, 15 de março de 2009

sexta-feira, 13 de março de 2009

com a Companhia de Teatro Mosaico é sempre show.

... i pá! momento de atriz nessa vida.

terça-feira, 10 de março de 2009

totalmente assim

pra quem anda às voltas com uma tese ou pensando em embarcar numa.
não mudo nem uma frase desse texto do Mário Prata.


http://www.puc-rio.br/sobrepuc/depto/apg/marioprata.html

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Outsiders

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

mi liberdad está en las playas de olas nerviosas
y en castillos oscuros llenos del polvo de los siglos, donde muchas historias se cuentan por cuenta propia.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

un día libre

mesmo que se passem duas décadas sem que eu entre aqui (e há motivos 'mestrafóricos' para isso), não posso passar um dia se quer sem ler o que escreveu José no seu caderno de saramago . deixou hoje, para mim, a companhia perfeita para este muy chato período de carvanal.

la voz de Paco, entonces.

http://www.aflordetiempo.com/argeles.htm

domingo, 1 de fevereiro de 2009

se perguntarem por mim, digam: embriagou-se de ideias absurdas e foi dormir.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

roteiro III

#Brasil -Cuiabá -Cáceres
#Bolívia -San Matias -Santa Cruz (miséria do terceiro mundo) -Cochabamba (teleférico, instituto Simon Patiño, lagoa) -La Paz (Palácio Presidencial, igrejas antigas, museus, miradores, Calle de las Brujas, Ruinas de Tiwanaco, Valle de la Luna, Chacaltaya - 5.000 altitude) -Cumbre (descer de bike montanha de 4.000 mts altitude) -Coroico -Copacabana (Lago Titicaca, Ilha do Sol)
#Peru -Puno (ilhas flutuantes feitas de Totora às margens do Titicaca) -Cuzco (trajeto de trem, catedral, Praça das Armas) -Águas Calientes (camiño Inca) -Machu Picchu -Lima
#Equador -Quito -Galápagos (ando sonhando)
#Brasil -casa

roteiro II

#Brasil -Cuiabá -Cáceres
#Bolívia -San Matias -San José de Chiquitos -Santa Cruz -Vallegrand -Tarabuco -Potosi -Pulayo -Uyuni (desejado deserto de sal)
#Chile -Iquique (paredões e voos esperados) -Tocopilla (O. Pacífico) -Pedro de Valdivia -Mejillones -Antofagasta -Catalina -Tatal -Chañaral -Caldera ... -Viña del Mar -Valparaiso...
#Argentina -San Carlos de Bariloche... -Sarmiento -Ushuaia (desistir de voltar e ficar lá para sempre)

roteiro I

#Brasil -Cuiabá -Cáceres
#Bolívia -San Matias -Santa Cruz (miséria do terceiro mundo) -Cochabamba (teleférico, instituto Simon Patiño, lagoa) -La Paz (Palácio Presidencial, igrejas antigas, museus, miradores, Calle de las Brujas, Ruinas de Tiwanaco, Valle de la Luna, Chacaltaya - 5.000 altitude) -Cumbre (descer de bike montanha de 4.000 mts altitude) -Coroico -Copacabana (Lago Titicaca, Ilha do Sol)
#Peru -Puno (ilhas flutuantes feitas de Totora às margens do Titicaca) -Cuzco (trajeto de trem, catedral, Praça das Armas) -Águas Calientes (camiño Inca) -Machu Picchu - Abancay -Pucujo --Camana -Matarani -Mollendo -Ilo -Tacna -Arica -Pisagua -Huara -Iquique
#Bolívia - Uyuni (salar) -Pulayo -Potosi -Tarabuco -Vallegrand -Santa Cruz -San Jose de Chiquitos -San Matias
#Brasil -Cáceres -Cuiabá

domingo, 25 de janeiro de 2009

plantamos ontem um falso-chorão na frente da casa. está sendo regado a oito mãos. e irá crescer e ter um tronco enrugado e cabelos compridos, ao vento.

se perguntarem por mim, digam: esqueceu a porta de casa aberta e anda abraçando árvores por aí.

sábado, 24 de janeiro de 2009

detesto a notícia como mercadoria. sensacionalismo barato, vendável.

domingo, 18 de janeiro de 2009

O Curioso Caso de Benjamim Button

dessas histórias sobre o tempo.
O Tempo.
memória é o que se ganha e se perde, depois disso é só esquecimento.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

não tenho conseguido assimilar ideias sem acento.
alguma coisa não está funcionado direito. seria o caso de redobrar as canecas de chá de alecrim?

Capítulos de uma Dissertação V.1

ah! e claro...
10_sentar-se diante de um arquivo virgem (atenção para este detalhe), teclado debaixo dos dedos, dissertação na cabeça* e ver o que acontece.


*sentada com a coluna ereta equilibrando no alto da cabeça o calhamaço ou as folhinhas que já tiver escrito.

Capítulos de uma Dissertação V (sob aconselhamento quase sério)

a fim de conseguir terminar a dissertação:

1_ acender uma vela pra santa laura;
2_queimar um incenso laranja;
3_mudar alguns móveis de lugar seguindo as orientações do feng shui para que as energias circulem com mais facilidade;
4_ingerir biotina porque faz bem para a memória;
5_ jejuar a pão e água (esqueça a biotina);
6_fazer alguma promessa difícil de ser cumprida (sexo duas vezes ao dia, por exemplo);
7_submeter-se a uma penitência dolorosa (nunca faltar a um programa marcado com os amigos, por exemplo);
8_dormir com os livros (todos?) debaixo do travesseiro;
9_para encontrar as ideias que se perderam pelo caminho, três pulinhos para são longuinho.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

seria Thom Yorke, Van Gogh em nova versão?

(nos dois sentidos, por favor.)

PER IL LORO DILETTO, per il loro diletto



segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Matheus e Théo

nem medidor de saudade, se existisse, saberia o quanto...
a música é sempre a mesma.
tenho tentado compilar o tempo.

domingo, 11 de janeiro de 2009

W/BRASIL

acho que vale a pena rever.

parece normal, agora

Capítulos de uma Dissertação - IV

"Escrever uma tese é quase um voto de pobreza que a pessoa se autodecreta. O mundo pára, o dinheiro entra apertado, os filhos são abandonados, o marido que se vire.
'Estou acabando a tese.' Essa frase significa que a pessoa vai sair do mundo. Não por alguns dias, mas anos. Tem gente que nunca mais volta..."
Mário Prata

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

dialogando-allê

sim, as minhas idéias sempre serão acentuadas.
eu tinha que colar a figurinha...

Capítulos de uma Dissertação - III


quero me centrar e deixar vir a bruxa. essa que vai dosando e misturando as palavras e as idéias no caldeirão mágico como quem sabe o que faz, como quem sabe sorver e engendrar a parte interessante das criaturas que compõem um texto: duas dúzias de perninhas de substantivos, rabos de adjetivos, conjunções e artigos para dar liga, casquinhas de preposições, energia de verbos usados, alma de idéias acentuadas, uma pitada de brilho de lâmpada brotada de pensamentos no escuro, uma xícara de retórica, um pote inteiro de coerência, uma única gota de vivência real ou imaginária, um sopro de sonho, quatro anteninhas da materialidade de palavras atingidas por um jogo lingüístico.

tudo misturado com a presença tangível das coisas e sensível dos movimentos.

o produto final? minha mais completa bruxaria. uma poção de papéis cobertos de letras construídas de idéias concretas e únicas, capazes de fornecer elementos consistentes e estimular a reação necessária dos significados, que chamarei de DISSERTAÇÃO. ou Maria das Dores para os íntimos.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

prefiro acreditar que estamos a apenas dois nós da lua.

domingo, 4 de janeiro de 2009

las manos y la voz de mi padre

si hay algo que no puedo olvidar son las manos de mi padre, la inclinación de sus hombros y la manera. intento mirar su cara y no puedo, pero el color de sus ojos están adelante do los míos y ellos son dibujos que hago en la memoria todo el tiempo.
aún puedo oírlo. de las voces que me gusta oír, la de mi padre es la más bella.

sábado, 3 de janeiro de 2009

da Flávia - consolo?

"Escrever uma tese é quase um voto de pobreza que a pessoa se autodecreta. O mundo pára, o dinheiro entra apertado, os filhos são abandonados, o marido que se vire. Estou acabando a tese. Essa frase significa que a pessoa vai sair do mundo. Não por alguns dias, mas anos. Tem gente que nunca mais volta..."

Mário Prata

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Copy & Paste

Olha só o que descobri hoje: o copy-paste é um blog que garimpa, pela blogosfera afora, publicações de diversos gêneros. O lance é copiar e colar com os devidos créditos. Achei tri! Comecei a ler e devorei. Encontrei blogs deliciosos de serem lidos, todos em um único lugar e... POW! o Aymberê também está lá. Como é que não me avisam?
Valeu Henrique! Recebi e-mail de um leitor do Copy & Paste e a surpresa foi boua demais. Estou me sentindo :)

um beijo!

A casa das sete mulheres

são dias de pipoca e chimarrão. muitas mulheres conversando e sempre às voltas com experiências culinárias. quanto a isso nunca me arrisco porque ninguém deixa. meu posto é de auxiliar da auxiliar. se começo a derrubar coisas me expulsam logo da cozinha, aí me resta ficar escorada no portal. só me chamam na hora de apertar botões ou girar a manivela da máquina de fazer macarrão ou quando algum aparelho dá prego. não que eu saiba consertar, mas vou lá fuçar e dar umas socadas. sempre funciona, aí levei fama.
é um tal de fazer pão, cuca, cueca virada, massa caseira pra isso e aquilo e não sei o que mais. todo dia a tarde tem pipoca. a cuia do chimarrão fica fazendo a roda desde antes do café da manhã e vai até o fim do dia. o assunto não acaba nunca. todo mundo ri muito, fala alto e ao mesmo tempo.... a mãe e a dinda conversando no dialeto italiano que cresceram ouvindo na casa dos pais. (que saudade de quando eu era criança lá na casa da nona!)
paro no portal, o mate com fumacinha e me pego observando o movimento e a falação como alguém que chega, estrangeira. mulheres na cozinha, homens na sala e na varanda, crianças correndo e cachorro atrás... a cena é até engraçada pra quem anda acostumada com solidão.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

abro a porta da minha casa escura e sinto cheiro de lenha guardada. olho para trás e é como se a árvore ainda estivesse viva.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

desejos absurdos também estão valendo?

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

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a primeira árvore que plantei na vida foi um lindo falso-chorão de tronco enrugado e cabelos compridos. meu coração está partido. cortaram-no a facão, impiedosamente.

a paisagem está vazia, desconfigurada e triste.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

é sempre o mesmo sonho, e de modo diferente, a mesma ausência.

domingo, 28 de dezembro de 2008

você é um personagem que não existe fora das palavras. você é inventado com a força e a complexidade de um ser humano, real para mim, mas não passa de papel. você é só papel.
LANDÉ É LANDÊ?

sábado, 27 de dezembro de 2008

Pensamento sem bordas

dia de viajar para ver a mãe e a hermana. dia de acordar com aquela apreensão insuportável que encosta em mim todas as vezes que preciso pegar a estrada.

finalmente pude abraçar demoradamente a mãe - a hermana só chega na terça. já era quase um ano sem vê-las. a única graça de estar aqui é ficar o tempo todo em casa com elas.

esse lugar não me emploga. mas a uns minutinhos atrás eu estava lá fora e me lembrei de outra coisa que realmente vale muito a pena. essa cidadezinha me dá um céu que Cuiabá não pode me dar. já havia esquecido como é olhar pro céu à noite e ver, de boca aberta, tantas estrelas.
deito na calçada e não consigo caminhar lá em cima, não há espaço onde se possa pisar entre elas.
na primeira tentativa de traçar um caminho, me perco. o labirinto aqui é maior e a decisão é sempre solitária. sombras inquietas continuam à espreita. esse silêncio eu sei de cor, mas continua não me dizendo nada.

fecho os olhos e sonho como uma pedra.
ouço um ruído de coisas se quebrando.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Aretha Franklin e Nina Simone

não sei qual das duas vozes eu escolheria, mas se me aparecesse a Nina com aquele estilão,
até beijo na boca eu topava.
nem fluxo resta à minha consciência. bebeu morfina. está achando que não existe.
...memória?
...
...
hã??

ceia?

nada aberto daqui até a Getúlio. salvos por uma hamburgueria mais ou menos. tinha pão, alface, tomate, mussarela, hamburguer pra quem gosta e algumas batatas sorrindo no prato. voilà, me sinto leve hoje. vou ali compensar com aveia, linhaça, banana e leite em pó de soja integral.
^^

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

sinto saudades de mim.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

YAMÍ

Capítulos de uma Dissertação - II

nesta tarde de dezembro estou aqui, com saudade de sentar no meio fio e dividir um pouco de coisinhas, sejam fúteis ou sérias ou até um pouco de silêncio, mas daquele silêncio bom de dividir. às vezes penso que qualquer hora dessas acabo emudecendo, de jeito que esqueça pra valer como é conversar. tenho estado muito pouco tempo com as pessoas que gosto. começo a pensar que há algo se apagando em mim, estou desaparecendo.
se estou bem? acho que sim, mas tem uma sensação lá no fundinho de perda, de algo se quebrando sem ainda se romper por definitivo. às vezes essa sensação cresce e dá ansiedade, aborrecimento, vontade de chorar, descontrole. não sei do quê nem de onde. depois passa e até esqueço por um momento que tenho estado assim.
a dissertação nunca pergunta como estou. é daquele tipo com dupla personalidade - detesto tipos de veneta -, uma hora me sai macia, carinhosa, outra me trata com pouco caso, estupidez. não gosto porque me faz perder o encanto. no amor, ter encanto é fundamental. quando o encanto se vai... puff! já era. já pensou se o pequeno príncipe se transformasse num sapo pra sua flor? nem as lembranças ela desejaria.
tem alguma coisa turvando meus olhos ou são, de fato, manchas verdes que vejo ali?
eu quero entrar na minha nave espacial e pousar lá no mirante da Chapada, descer até aquela pedra na beirinha do paredão onde quase ninguém vai. meus olhos sentem necessidade de olhar longe. dormiria lá mesmo.
não sei em que ponto do caminho meus pensamentos se perderam.
eu não mudei de idéia, foi o meu caminho que se partiu.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Manchete UOL

No dia 14, Bush levou sapatada de jornalista iraquiano, desde então, protestos por todo o mundo contra a gestão Bush adotaram os sapatos em vez de pedras como provocação.

p.s. Fabricante de "sapatos do Bush" recebe 300 mil pedidos.


(2008 termina com chuva de confete... digo... sapatos. alguma coisa tinha que acontecer)

Morro dos Ventos Uivantes

- What are you thinking about?
- I was thinking about the sea. Have you ever seen the sea?
- I must have done. I don't remember. My life didn't begin until... until...
- Who sent you?
- Nobody.
- Was it a bird?
- A bird?
- Or a tree? Or the wind?
- No, a bird. I don't know.
- Do you Know anything?
- Can you talk to trees? No? Touch the wind? Let's send your spirit into that tree.
- Where?
- There.
- There?
- Make it talk to us.
- Talk to me.
- Listen. Go on, listen. They're calling your name.
- How did you do that?
- I can do lots of things.
- What things?
-Stand up. Where are you going? Como here. Come here. Come back here. Come here. Close your eyes. If when you open your eyes, the day is sunny and bright, so shall your future be, but if the day is full of storms so shall be your life. Now, open your eyes.

(WUTHERING HEIGHTS - Emily Brontë)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

das coisas que você precisa fazer antes de morrer

já não se pode mais partir dessa para outra tendo apenas plantado uma árvore, cantado uma música e escrito um poema. a gente tem que ouvir aqueles 1001albuns , e tem também os 50 filmes que não podemos deixar de assistir antes de morrer.
melhor fazer isso logo porque nunca se sabe...

vê aí: http://cinema.cineclick.uol.com.br/noticias/index.php?id_noticia=21475

um beijo!

Morpheu me chamando

sono, sono. muito sono. é o que mais tenho sentido ultimamente.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

resultado da enquete

ok, tem uma cesta para o bush. ele ganhou. vai uma chuva de saparos pra ele.
plof,plof,plof,plof,plof,plof,plof,plof,ploffff...

e eu a-do-rei a idéia do Guga: jogar meias sujas e as cuecas também. vai tudo... hahahahaha
calcinha não vale porque tem outra conotação.

e eu queria que chovesse sapatos lá em Brasília também, na cabeça do nosso mui digníssimo présedenti e em toda a galera do mensalão, da dançarina e... bah! todo o resto.resumindo: que o congresso desmorone.
sabe que é uma idéia?! se não dá pra jogar os sapatos a gente pisa na lama e deixa a marca na parede. já imaginaram um monte de marca de sapato na parede do congresso?
yes!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

enquete

em quem você atiraria o sapato nesse ano de 2008?

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

das decepções

a tua alma é um velho de cócoras/olhando por trás de pesadas rugas/satisfeito de mornas paixões/incapaz de sustentar memória/esquecido/vive de lassidão/sem coragem de amar a morte/adeus! estou indo para o norte/ao sol.

Bushit!

Alguém teve coragem.

Ver um Sapato voando sobre a cabeça do presidente dos estados unidos me deu uma tremenda indignação...
UUUUUUUUUUUUUUHH! ERROU O ALVO!!
Pensando bem, só o fato de ter um Sapato voando naquela direção já é satisfação de sobra. Não consigo parar de imaginar a cena do Sapato acertando o bush, mas, enfim, um sapato voando sobre a cabeça dele é, definitivamente, mil vezes melhor que nada. O ato de jogar o sapato em alguém, lá no Iraque, tem um sentido terrível, ainda mais sendo chamado de "cão". Ah! eu adoro significados.
Este homem, bush, nos faria rir, não fossem os motivos em nada atrativos com que regalou o mundo durante estes longos 8 anos. Conseguiu construir, juntamente com aqueles que o apoiaram, um monumento estúpido com registro em estela e tudo de toda a sua imbecilidade, ignorância, vileza entre outros.
O Sapato voador é tardio, mas infalível e festejado no ato (será que alguém o guardou?) .
Mutazem al Kaidi é o nosso homem com estômago mais sensível que os outros.
Mutazem al Kaidi Lança Sapatos. O título aqui é nobre, merece aplausos. Fica o nome registrado com desejo de que seja lembrado para todo o sempre, amém.

Meu voto vai para O Sapato.

alguma coisa que me escapa

... um período de árvore, a raiz de uma pedra, uma lagartixa na janela, o ser desimportante, algumas coisas que não me levam a coisa nenhuma, o cheiro gosmento de um colosso gigante, um louco de estandarte, o lodo da noite. um silêncio concreto, um olhar que foge, a verbalização do que se esquece, rascunhos de vontade, palavras que morrem antes.
sabe quando você acorda, abre a janela e vê o dia todo iluminado, o céu com aquele azul único que tinta nenhuma consegue alcançar, passarinho cantando num fôlego invejável a sua melodia incrível, ar puro, perfume de flores e cheiro de grama, tudo sorrindo...

pois é, hoje não tá assim não.
eu vou deitar. quero dormir e sonhar com o meu Quintana.

domingo, 14 de dezembro de 2008

eu fico com a resposta que o joão rafael me deu, quase sussurrando. obrigada. de verdade.



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vou beber suco de uva até cair e bolar um jeito de adquirir Morangos Mofados. quero tê-lo. esse título nunca me saiu da cabeça. li pela primeira vez aos treze e acho que não entendi nada, não me lembro de nada.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

com licença, estou fazendo uma pesquisa, alguém poderia me responder uma perguntinha rápida?
nessa galáxia existem pessoas sensíveis, verdadeiras e com aquele programinha de reciprocidade instalado e funcionando?

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

aaaah! isso eu quero postar também.
catei lá do Catarro.

'Jornais e revistas de 29 países, online: aqui.'
aproveitando o embalo nessa história de efeito retardado (o que em mim não é novidade nenhuma) queria falar do dia do niver, da festa quase surpresa e que não foi porque peguei todo mundo no pulo, dos telefonemas, algumas mensagens e muitos beijinhos. queria contar que eu ganhei um livro com uma dedicatória linda de morrer com desenho meu na versão anjinha de cabelos vermelhos, uma barra de chocolate, um café pago, um colar gigante, um sabonete líquido que dá vontade de comer, uma blusa de donzela e outra amarela, uma braçada de flores lindíssimas e... um ferro de passar roupa. ^^
não que a galera se importe com o fato de eu andar meio amarrotada, mas é que o black & decker que morava aqui foi embora de mochila e tudo.
outra parte boa foi o bolo que era de sorvete e que todo mundo teve que comer usando garfo. é que eu sou meio distraída, sabe!?
percebi na hora de lavar os pratos.
tarde demais, já é lua cheia. são só dez dias de atraso.
hehe...
ficam as imagens.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

em viagem ao redor do sol

queria ter postado antes, mas as fotos que consegui na minha sonyzinha não tinham ficado boas. agora achei umas na galeria de fotos UOL.

nessa altura do mês eles já estão bem longe da lua, mas no início estavam super próximos. coisa linda de ver. ainda dá tempo, apesar de estarem mais distantes. o melhor horário acho que é lá pelas 8 (mt). é só achar a lua, os dois planetas estão logo abaixo.

LUA, VÊNUS E JÚPITER.


terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Não há como sentir a vertigem do momento sem deixar-se embaralhar por ele

Venho dos lados de Várzea com alguns pensamentos na cabeça. Pensei na redundância que isso representava, mas deixei que ficasse assim mesmo.
O Salomão me cutuca e mostra o sol quase encostando no rio. Espero pelo barulho.
O dia é morno agora, tem um vento leve soprando. Ouço o Tim Buckley e acho que tem alguma coisa dele nos Secos e Molhados. (alguém aí?)
Penso em acontecimentos e silêncios cavernosos.
Enquanto estou ali parada o tempo passa gritando cheio de razão coisas do tipo 'nada existe'. Tá! O presente é falso, não existe, porque o tempo não fica parado, passa; o futuro é algo que nunca vai existir porque sempre estará por chegar e nunca chegará.
A tristeza nisso tudo é que o passado é a única coisa verdadeira, mas já passou, portanto não existe mais. Onde é que nós ficamos?
Aí, pra evitar vestir pensamentos, você tira a roupa de algumas palavras, mas elas continuam como antes, dizendo o que dizem. Se você tenta dizê-las, então, o português fica macarrônico.
Melhor ficar aqui quieta e não pensar em nada, quem sabe as idéias se apagam.

Só acho muito difícil mudar as coisas de fora pra dentro.

limite

Tudo está compreendido no corpo. O limite do corpo está no corpo, subsiste ao corpo. A pele é um limite real do corpo, o continente é o limite real do conteúdo. Intelectualmente falando, o limite é uma passagem súbita entre o ser e o não ser, entre o afirmar e o negar.

(querer e não querer)

sábado, 6 de dezembro de 2008

meus passos andam meio absurdos
como os daqueles cavalos correndo em Epsom de Théodore Géricault.
eu volto pra casa com a lua nos olhos.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

A memória é você (presente do Afonso)

para a Ângela

Em mim mora a memória


na pele alva e transparente
há um diafanar
cheio de crivos e de força

na fonte densa do primeiro órgão
vive e transpira a imagem e as mensagens

da persona
per-sonagem

(afonso alves)

replay

no álbum THE CURE do The Cure, a última música do labo B

GOING NOWHERE (Gonzalo Curiel)

volta pro lado A: ANNIVERSARY

lado B novamente: GOING NOWHERE... I'm going nowhere

Sandman



Robert Smith

"And I wonder where I am..."

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

algumas pessoas simplesmente não se importam.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

momentos antes do impacto...

Socorro! HOUSTON!

estou com problemas!
já entrei na camada orbital e não conseguirei aterrissar, minha nave foi danificada por nuvens de gelo alienígenas.

Estou sem controle... HOUSTON!!

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaH!..............................................................................................
.......................................................................................................................................................................

`` ´´
´´ ``

domingo, 30 de novembro de 2008

como um elefante sigo a passos lentos entre a multidão sem que me percebam, mesmo com todo esse tamanho e andar desajeitado. de mim eles nada querem além de um retrato, das presas e patas.
...

o retrato, agora, jaz na parede sem ser notado, as presas ornam o corpo de alguém que eu não conheço e as patas foram impiedosamente cortadas para fazer suporte de quarda-chuva.

morre o elefante, enfim, esgotado.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

TEM DIA QUE É DIA DA GENTE



(fotos by Matheus)

terça-feira, 25 de novembro de 2008

inóspita, como terra habitada só de ausência
e sozinhidão.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

porque é mais ou menos assim:

quando começo, não paro.

Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.
(Fernando Pessoa)

terça-feira, 18 de novembro de 2008

eu queria sair pra ver o sol.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

heróis em liquidação

eu vou esboçar tudo que é preciso não de bocados quase delicados mas de um tudo tornado coisa de jeito intenso e grosseiro e nada sofisticado e fino e boçal porque a minha natureza é mesmo ser natural e eu nem preciso gritar pra dizer que o que eu quero eu até engulo mas posso enfiar o dedo na garganta e vomitar e depois pedir desculpas porque era pra ser quase sem querer de um modo convergente e até meio animal falando bem rápido e lento tudo ao mesmo tempo sem ainda perder a delicadeza e o verbo que conjuga que ser bom é ser bom nessa coisa de saber fazer as coisas mas num dez em canto ficar fazendo de conta e mentindo e repetindo pra dentro da cabeça que sinceridade anda fora de moda

não tem valor.

domingo, 16 de novembro de 2008

de peito trincado aberto pro espaço

vôo de parapente no mirante em novembro só acontece de 100 em 100 anos. levei minhas havaianas para um lift. paredões da Chapada vistos do alto. foi como estar dentro de um conto fantástico. não tinha sol e o dia era escuro, logo deu pra ver as luzes de Cuiabá dançando a kms de distância. senti vontade de chorar e tudo o mais joguei ao tempo. o vento forte batia na minha voz entrecortando, espalhando e des-re-configurando cada palavra. e me pareciam tão fantasmagóricas as histórias flutuando ao meu lado, pediam que eu as sorvesse de volta.



(só agora entendi que não devia tê-las deixado lá. ficarão ecoando nos paredões até o próximo lift de um novembro ainda muito, muito distante.)

sábado, 15 de novembro de 2008

etimologia das paixões

esses significados impressos lotam a minha margem de dúvida. os dicionários, tão arbitrários e cuspidos de previsíveis equívocos, oprimem meus sentidos. eu prefiro as metáforas e as conotações inexplicáveis que ricocheteiam de língua em língua, de significado em significado. gosto de palavras estrábicas circulando frenéticas, embriagadas de idéias absurdas. detesto as palavras rasas, as frases preocupadas só com a aparência, a língua metódica.

caio de boca em línguas de leis e magias ineludíveis, bosques subterrâneos e avenidas misteriosas, palavras e frases incorporadas, assombradas, simples e ao mesmo tempo loucas.

porque como diria Rousseau, o sentido figurado nasce antes do literal.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

já tinha pensado em Rodrigo Amarante, ex-Los Hermanos, com o Stroke Fabrizio Moretti?
descobri isso só hoje. tá aí a Little Joy - next time around.
a voz feminina, que eu também gostei, é de binki shapiro.
delícia.


http://tvuol.uol.com.br/#list/type=search/name=Resultado%20da%20busca%3A%20little%20joy/q=little%20joy
imboradaqui.
de mim eu não posso fugir.
paciência!
sabe quando tudo aquilo que você tenta esquecer fica gritando pra tudo aquilo que você não quer lembrar?


(que eu pudesse fazer tudo de novo então)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

estoy en el día como el agua de un río que corre parado.
la noche duerme en mi alma. imperfección.

sempre uma de cada vez

queria falar de 3 músicas, 3 melodias:" thinking about you", "high and dry" e "fake plastic trees", todas do Radiohead. nem dá pra contar os dias que passei ao som delas. quando meu espírito se perde é aqui que mais facilmente o encontro.


(eu já disse isso, mas quero dizer outra vez que adoro o timbre vocal puro e anêmico do Thom Yorke.)
meus olhos abertos fechados
pregados na tua imagem que faço refaço
não esqueço.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

tem uma cena engraçada de ontem, quando a gente voltava do IL indo pra Filosofia, lá na UFMT.
o passeio, pra quem não quer andar na rua, é uma calçada alta e estreita feita pra uma pessoa só. até cabem dois, mas já ficam se acotovelando.
bem, ontem tentamos uma proeza: andar em três. eram três magrelos, tudo bem, mas ficou crítico. eu vinha me equilibrando no risco do meio fio, o Afonso no meio e a Allê do lado de dentro. não demorou nada, acabou que eu ...flu! supitei.
- ...aaaaaaaaaaaah!
antes que eu atingisse o asfalto parei no ar.
- ...ãh???!!!
foi o Afonso me segurando, mas... assim... pelos cabelos. ^^
(realiza Carolina!)
foi o salvamento mais hilário que já 'presenciei'.

oneiros-2 (tempo duplo e cindido)

o velho maquinista passa com um abano de braço inteiro pra fora do seu corpo de máquina. parecem familiares os óculos, os cabelos brancos, o gesto grande e o apito do trem. olho pra estrada de ferro e me vejo bem velha nivelando dormentes. aperto o corpo num cruzar de braços e sinto essa saudade que um velho sente dos anos viçosos.

na primeira curva acentuada, um descarrilhamento de mim.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

a minha expressividade é uma palavra já dita.

Eçaraia

meus pertencimentos
são palavras que tuas mãos mencionam
cartas que nunca lêem
pássaros que pousam e vão

o resto de mim é sempre outro

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

e OPS!

de gênio.
entra aí, vale mesmo a pena ler.
"pingapus" publicação de 09 de nov. 2008.

http://gugaalayon.opensadorselvagem.org/2008/11/pingapus.html
o REM lá em Sampa e eu aqui.
ti falá, viu!

http://mtv.uol.com.br/mtvoverdrive/?id=62513

CATARRO VERDE

eita! hoje eu fiquei feliiiiiiiiiiiiz!
sabe o blog que eu falei um dia? aquele do
rrrrac... rrrrrac... rrrrrrrrrrrrrrac-tchu!
( arrancado lá de dentro pra decorar a calçada)
pois é, hoje eu tava daquele jeito, toda morrida quando entrei lá no C
atarro, como de costume, pra dar uma olhada e...
POW! NEM ACREDITO! O CATARRO ME CITOU!!!

15 minutos de fama. bombou tudo aqui. rá!

nem precisa dizer que o Catarro é um dos blogs mais lidos do Brasil e tal. é inteligente e eu me divirto muitcho.
y é, maldita reforma ortográfica. palhaçada, hein!

http://www.catarro.blogspot.com/

abração pro Sergio.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

quando eu morri
os vermes comeram meus olhos, nada mais.
"Fundação da arte de te desenhar


Em algum leito do golfo de Corinto, uma mulher contempla, à luz do fogo, o perfil de seu amante adormecido.

Na parede, reflete-se a sombra.

O amante, que jaz ao seu lado, partirá. Ao amanhecer partirá para a guerra, partirá para a morte. E também a sombra, sua companheira de viagem, partirá com ele e com ele morrerá.

Ainda é noite. A mulher recolhe um tição entre as brasas e desenha, na parede, o contorno da sombra.

Esses traços não partirão.

Não a abraçarão e ela sabe disso. Mas não partirão."


(Espejos. Una historia casi universal - Eduardo Galeano)
4 da madrugada e os olhos estatelados construindo imagens no escuro. pude ouvir os sons do quarto onde eu dormia no período da greve, lá na casa da tia em Imbé a alguns metros do mar. juro pelo meu pulso. levantei e abri a janela. só a grama e a calçada de tijolinhos. alguém pode dizer alguma coisa? eu tenho meu saco de dormir e o céu está para peixe.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

estive na secretaria de educação colhendo alguns dados para a pesquisa. é um lugar tão lotado, apertado e cheio de mulheres que dá até desespero. eu não quero trabalhar numa secretaria de educação. mesmo que seja daqueles lugares com ar condicionado, papelzinho, cafezinho, computador...

pela manhã fui entrevistar livros. ai... acho que estou apaixonada. são tão inteligentes e calmos e coerentes e incríveis. declamam poesia ao pé do ouvido, contam histórias fantásticas, conversam sobre todos os assuntos, são sérios e ao mesmo tempo descontraídos, fazem rir. são, apesar disso, meio silenciosos, mas é daquele silêncio cheio de palavras, sabe.
eu seria muito feliz lá.
o sol de novembro é um retrato na cabeça e um oco nos meus braços.
não tô conseguindo tirar os sapatos...

PARA SE TER OS PÉS NO CHÃO

basta tirar os sapatos.

domingo, 2 de novembro de 2008

TEM um nome com significado obscuro costurado na minha cabeça. não sei onde o fio começa nem onde termina.
o dia que eu terminar isso eu tomo um porre ALEXANDRE pra comemorar, ou CONAN, sei lá. de qualquer maneira não preciso de muita coisa pra isso, meio copo basta ou dois de suco de uva puro.

zuimmm.... pá!
será que Dissertação lesa a gente?
faz desenvolver compulsões?

sábado, 1 de novembro de 2008

sobre andarilhos e lagartixas

"Vagabundos e andarilhos
costumam deixar, uns
para os outros, pistas
sobre as pessoas que
vivem nos lugares por
onde eles passam,
rabiscadas em pilares,
portões, árvores e
portas."

(Criaturas da Noite - Neil Gaiman)

lagartixas, como são mesmo de paredes, pilares, portões, portas e árvores, aprenderam a prestar atenção nos registros.

Andarilho,

pois é mermão! e não é que demos uma volta inteirinha ao redor do sol?! isso de fazer um circulo e colocar o sol dentro até parece desenho animado, mas né não.
eu nem tinha percebido que o tempo já andava a tanto. é tanto porque parece que foi ontem, mas eu sei que é começo ainda. vai ser sempre lindo fazer circulos para o sol ir se acomodando. andarilhar na sua companhia, mesmo sem sair dos corredores da Filo me dá felicidade por demais.


(trocar receitas vegetarianas sempre estará valendo.)
na minha cabeça tem algumas borboletas. o resto das idéias estão lagartendo por aí.
só quando eu fecho os olhos e sonho
é que eu sonho o sonho todo.

o Quintana é o meu quindin

Ora Bolas: o humor de Mario Quintana - Juarez Fonseca

Aymberê recomenda, depois de A Rua dos Cata-ventos, Caderno H, Apontamentos de história Sobrenatural e todos os outros, claro.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

nada não. só resmungando mesmo.
iço minha bandeira com o emblema do silêncio. não quero falar com ninguém.
acho que tô mudando o rumo das coisas aqui. tudo fase, tudo ficção.


ou não.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

hay algo para volver despues que yá se fue?
eu tô cansada de um monte de coisa. cansada do calor, de ver a hora passar sem que eu tenha conseguido uma grande produção, cansada de esperar não sei o que, de sentir algumas coisas, cansada da dissertação, dessa bosta de computador travando, do raio da TPM, de coisas fora do lugar e do encardido do chão.

tô cansada dos pesadelos. até 3 ou 4 meses atrás era difícil sonhar, depois disso é um pesadelo por noite, quando não vários.
os sonhos andam merecendo consideração, estão se tornando cada vez mais raros.
Pé Grande, o Abominável Homem das Neves, gosta mesmo é de ficar dentro da caverna com uma pedra enooooorme na frente.
Qualquer coisa é só mandar e-mail.
Abração!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

MNemosine

a minha memória mora mesmo só aqui.

des-descoberta

ter memória é uma coisa muito djiou... djioutro mundo. faz tempo que eu ando sem. eu costumava não esquecer as coisas, era mais detalhista, analista, observadora. agora tudo passa translúcido. já nem me lembro o que comi no almoço. olho, mas não vejo, ouço, mas não gravo - isso no mesmo segundo.

hoje fui fazer uma entrevista e não levei gravador (esqueci ^^). será que a tia repete tudo de novo pra euzinha se eu voltar lá amanhã com um? até tentei escrever, mas na boca dela tinha um acelerador e meus dedinhos se atropelaram.

poxa, nunca imaginei que memória fosse como sola de sapato.
eu era mais viva, tô meio morrida já. talvez seja isso. e acabo escrevendo porque me dá uma falsa sensação de lembrança pra depois. só é estranho que eu não me lembre de tudo o que eu quero e o que deveria lembrar. o resto tem uma gósma grudenta. não adianta, não sai.
Bilac já dizia que podia ouvir as estrelas. Alguém deve ter achado que era coisa de maluco e tal, afinal, nem deram crédito. Agora vem um bando de cientista afirmando que, de fato, as estrelas fazem barulho. Todo mundo aplaude... e o poeta... rá! o poeta fica sem nenhuma participação nisso.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

"É da brincadeira que nasce o hábito, e mesmo em sua forma mais rígida o hábito conserva até o fim alguns resíduos da brincadeira. Os hábitos são formas petrificadas, irreconhecívies, de nossa primeira felicidade e de nosso primeiro terror."
(Walter Benjamim - 1928)

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

quero navegar pelo Caribe até a baía de Mobile, ir para um quarto de hotel e depois descer de chinelos pela Main Street com o vento levantando meu vestido. sem essa cara de turista com máquina fotográfica pendurada no pescoço.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

E eu pensava que fosse em agosto. Fiz circulos num aeroplano e desenhei sorrisos que só sorriam pra mim. Troquei de anéis com Saturno e esperei a primeira chuva chegar, pra ver se seu rio encostava no meu.

(não choveu forte dessa vez.)
gritinhos de crianças tomando banho de chuva.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Audições antes de morrer

Tá aí do lado, mas não custa lembrar. Os 1001 melhores álbuns da história que você não pode deixar de ouvir, com uma resenha de cada um deles e o link pra baixar. Todas as preciosidades que a gente sempre quis aparecem por lá!

http://1001albuns.blogspot.com/

Quadrinhos

Relançamento do volume inicial de Sandman aqui no Brasil.
http://jovem.uol.com.br/album/sandman_preludiosenoturnos_album.jhtm?abrefoto=11

terça-feira, 21 de outubro de 2008

cumulus nimbus

só ela bagunça o cabelo da gente
e arranca a roupa

do varal.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

porque somos a sociedade do espetáculo toda tragédia vira show. O que era pra ser drama vira performance, o que é horror, de tão espetacularizado, acaba se tornando inspiração.
Algumas coisas me dão nos nervos. Ligar a TV, por exemplo, tem me causado asco.


(Debord continua tendo razão)

domingo, 19 de outubro de 2008

meus pensamentos todos inscritos numa pedra
tudo termina em muros cinzentos que limam o frio

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Capítulos de uma Dissertação

por aqui o que mais se faz é chá. são filas de canecas em efusão. qualquer dia desses me descontrolo e pimba! terei tido uma overdose com alecrim.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

que falta me faz um momento qualquer...

o sabor das palavras

Algumas palavras me dão uma sensação de pertencimento, de idéia possuída desde sempre. Broto no exato instante em que o silêncio as pronuncia, arremessando o eco de seu sabor pela caverna do meu tato. E saio catando a sinestesia de cada uma delas com um repetido desespero e consciência de que havia ainda muito por degustar. E o temor de que todo o sentido se apague por algum descuido do tempo me oca por inteiro.
Essência é uma delas. Es-sên-cia.
Essência tem tanta essência... Essência tem essência no desenho que as letras emendadas fazem no papel. Essência tem essência no som. Sinto um sabor indescritível quando a pronuncio. Sempre que penso nessa palavra repito-a inúmeras vezes pra mim mesma com a intenção de sentir dela aquilo que eu possa ter perdido, sem deixar de passar novamente pelo já sentido.
Essência me faz acreditar integralmente em essência. Essência é essencial. É minha melhor palavra.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Essa lua me invade.

Sobre considerações

Encontrei meu sujeito extraordinariamente antropocêntrico mediado por uma representação lingüística franca. Apresentou-se na sua melhor forma: em silêncio.
Essa linguagem vai sempre além do que suponho. Em silêncio tudo tem sentido, desarmo-me de conceitos, estou permanentemente diante do nada que significa na direção da sua necessidade de significação. Sua tarefa não é dar o sentido, mas descobri-lo. E o sentido é único em cada um de nós, porque vemos e sentimos de maneira única. Não importa nossa intenção, o silêncio tem vida própria.
Estava eu, no auge dessa consideração quando o meu sujeito extraordinariamente 'subjetivo' e nada metafórico, num ataque de nervos, mandou-me calar a boca, assim! nestes termos.


.........melhor o silêncio.




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sábado, 11 de outubro de 2008

se me calo ou se falo
é com você que me mudo
se estou avesso
você é verso
se você versa
eu suspiro
escuto

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

a minha cor é inconstante
eu sou caleidoscópica como Clarice.


(saudade eu sei de quê)

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

na enchente dos meus olhos

o rosto fica alagado de maçãs
me explica,
quais os olhos da tua indecisa cor?




(http://www.fotolog.com/ang_font/23886220)

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

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a minha expressividade é uma palavra já dita

Sobre diálogos

perguntou-me do tempo. respondi que não gosto de relógios:


_qual a questão?
_necrose da memória.
_rio sem bordas?
_lunações.


baixou os ombros e fez silêncio. cem anos se moveram. ergui os olhos e perguntei do tempo:


_será que vai chover?
_se o vento mudar...
algumas coisas eu sei etimologicamente de cor*
outras não sei por quê...



(publicado originalmente em http://www.fotolog.com/ang_font/24139267)

*do latim: de coração
" A mulher, nua, é o céu azul. Nuvens e roupas são um obstáculo à contemplação. A beleza e o infinito seriam então admirados sem véu algum."
(Victor Hugo)
Aí veio um cara chamado Gavin Pretor-Pinney e completou: "O que me chama a atenção é o fato de tanto as nuvens como as roupas serem instrumento de sedução. Na condição de "obstáculos à contemplação", ambas podem estimular nossa apreciação da beleza ..."

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Sobre essas perguntas feitas aos corpos nus das palavras

DE QUE SÃO TECIDAS AS HISTÓRIAS?
(m.p.)

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Acho que o Mario está doente. Clico quinhentas vezes no xis pra fechar uma janela e ele não responde, anda sonolento, devagar quase parando. Cada vez que ligo ele tem uns trecos esquisitos, fica piscando metade da tela, algo parecido com um tic... sei lá.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

It's raining.
tem um vento tão bom nesta noite... é a chuva que vem chegando devagarzinho. tudo flutua num semitom imprevisto entre duas linhas em branco. o ângulo é agudo e ao mesmo tempo liso. sou eu me perdendo em metades e você medindo equilíbrio. é o meu gesto sonâmbulo e o seu silêncio geometricamente impreciso.


(sentir algo é sentir de dentro e sozinho)

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

essa história de "você é o que você lê" é uma ditadura.
"Se os dias são de chumbo as palavras precisam ser leves"
(Antonio Carlos Sequim)

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Não fui feita para o calor de Cuiabá. Minha pele está cozida e os miolos serão servidos no jantar.

Reforma Ortográfica

Nosso Presidente assina hoje o decreto sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.
Não sei não. Talvez a nova "tranquilidade" seja mais "tranquila" do que a velha "tranqüilidade". Mas tenho a leve impressão de que "voo" não nos trará a mesma sensação de "vôo", assim, sem o pássaro por cima da palavra. E tem outras coisas que ainda estou em dúvida se vieram mesmo pra facilitar.
Bem, já estou me sentindo meio antiga, afinal o discurso começa a ficar diferente. Daqui uns dias, no meio de um deslize, eu terei que dizer:

- É que eu sou do tempo...

É que eu sou do tempo em que se acendia uma lâmpada quando a "idéia" aparecia, e esse acento aí atrás fazia parte da luz. "Ideia" tá me parecendo um pensamento no escuro... coisa do governo com essa mania de apagão.


(Pra quem quiser conferir as mudanças: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2008/09/29/ult4528u453.jhtm )

domingo, 28 de setembro de 2008

1- desejo de vôo
2-espaço e tempo, memória e esquecimento
3- give me a kiss, love...
4- libertá e algum enfim
5- um pouco de sono também
6- ié ié ié
7- palavras que ficam para sempre
8- poucos rascunhos e só
9- blues and rock and roll
10- putz! me esqueci do chá de alecrim
duas bocas quando se beijam e dois corpos quando se unem resignificam-se. os corpos quando unidos ou separados reformulam-se, e mesmo quando desunidos definitivamente não voltam ao estado inicial, pois já não são mais os mesmos.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Tudo já está dito no olhar





quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Es así todos los días. Sigo intentando un encuentro con palabras fuertes que puedan sostenerme, pero cuando miro la cara y las manos de las que me caen, me doy cuenta que en mi boca solo corren palabras borrachas.
12- ânsia de ficar admirando
13- beijo demorado nas costas da mão
16- do you have rain?

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

1- acendendo outro incenso
2- olhada para a cara de alguns livros espalhados e tal
3- borboletas azuis
4- chá concentrado de alecrim
5- a cabeça não está tão vazia
6- estalo: beijo com gosto de sangue
7- minha memória não tem salvação
8- a pedra me diz: 'eu sou uma pedra!'
9- Roger engenheiro
10- ainda me lembro de Antonio Carlos Jobim
11- um pouco mais de concentração, concentração...
14- outra poção de alecrim
15- oração pra Santa Laura (foi aconselhamento sério), abro os livros e começo a escrever, enfim.
e há de ser

e há de ser

decerto

deserto

sem ser tão...

ser tão...

terça-feira, 23 de setembro de 2008

já é primavera, desde ontem.
e eu estou feliiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiz. desafinadamente feliz.


(plantamos uma árvore com as crianças pra comemorar.)

Fronteiras?

Territórios não se delimitam, fronteiras não se marcam. Não importa de que estejamos falando, sejam as fronteiras da identidade individual ou cultural, as fronteiras das palavras, da linguagem ou do pensamento, as fronteiras da memória ou do esquecimento, as fronteiras do corpo, do espaço ou do tempo, etc.
Toda construção, seja ela identitária ou de outra ordem, se dá em processos mnemônicos, conscientes ou inconscientes, apreendidos pela memória ou que escapam a ela.

Sem perceber, vamos caminhando num movimento contínuo de sentidos que vão sendo atribuídos pelos balizamentos construídos e (trans)vertidos, sempre de uma possibilidade a outra, entre extremidades e sentidos demarcados por limites que são estabelecidos e rompidos. Todo movimento é ação/reação, é osmótico, reflexo do entorno.

As fronteiras são linhas de sensibilidade que se cruzam, ora copulam, ora se barram e assim vão construindo sua própria história, contada pelos des-re-territórios que detém. Os territórios são compósitos incapazes de se controlar plenamente, pois sempre haverá algo para além dos seus contornos.
As fronteiras são líquidas, dialeticamente construídas.


(os territórios somos nós. até aonde vamos?)

sábado, 20 de setembro de 2008

Constante

Finalmente chove. É uma chuva sem vento, sem força, mas constante. Assim o prazer se prolonga por mais tempo e me apego ainda mais... porque é constante. Olha, até que é um nome bonito...

Aos vinte sóis postos do mês de setembro do ano de dois mil e oito, interrompendo pesadas noites e tórridos e longos dias de calor, fumaça e sequidão, cai em solo sedento após diversas tentativas, a primeira chuva do período, que por ser longa e vir desacompanhada de ventos fortes e torrente, achou-se por semelhança chamá-la Constante. Assim foi feito.


(Talvez seja este o segredo... de tudo que é, porque quando não é deixa de ser.)

(chegou antes de domingo a tarde, mas as surpresas são sempre emocionantes.)
( chuva caindo é música que se improvisa. estou feliz!)



quinta-feira, 18 de setembro de 2008

ela está por perto.
eu sei que vem.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

0

Não sei, não sei. Tem alguma coisa estranha rolando e nem adianta me perguntar se é pra mais ou pra menos. Não sei, de fato. Tenho andado muito... alguma coisa (ou menos).
Como se não bastasse esquecer tudo, agora já nem penso. Ando com uma mania feia de querer fazer qualquer outra coisa, menos o que devo. Um bom exemplo são os livros. Sinto um prazer enorme em folhear qualquer um que apareça pela frente, só não os teóricos do mestrado. Dia desses eu só queria algo que tivesse figuras, como criança que escolhe o livro pelas cores, e com preguiça de ficar emendando letrinhas faz a leitura da história olhando só os desenhos (já fiz muito isso, mas nos velhos tempos, quando era criança de verdade).

Ontem eu fiquei por horas na livraria olhando pequenos manuais de física, química, biologia, história do Brasil, arquitetura e até um livro de piratologia (é, piratologia).
Hoje tomei uma decisão drástica. Chega dessa falta de senso com o dever, or