domingo, 30 de março de 2008
ao farol
segunda-feira, 17 de março de 2008
Diuturnidade
1- Nem tudo estará dito depois de todas as palavras.
2- Nunca adormece uma memória atulhada de presenças.
3- Não abandona-se para sempre o vigoroso desequilíbrio das horas primitivas.
4- O tempo trabalha no ritmo da profundeza, e desdobra grosseiramente o que vamos encontrar por ser avesso a explicações.
5- O relógio soa no masculino e no feminino porque são necessários dois substantivos para germinar a máquina.
6- A libertação só é realmente profunda na profundidade indeterminada da solidão.
7- No abismo das sombras se rompe um albergue de fantasmas.
8- O monstro mais temido se tinge de melancolia.
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(Quando o sonho é realmente profundo, o ente que vem sonhar em nós é o próprio Sonho.)
sábado, 15 de março de 2008
Zona autônoma
O sonho sonha.
(- Eu, sonhando acordada já é uma merda, imagina no meio do quinto sono onde não tenho controle algum sobre o Seo Sonho!)
terça-feira, 11 de março de 2008
domingo, 9 de março de 2008
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Quero mandar um beijo pro meu pai, pra minha mãe, pra minha irmã, pro meu irmão, para as minhas duas estrelinhas, para o zangão aqui de casa, pra Mô, pro vizinho da esquerda, pro da direita, para o dos fundos (que eu nem conheço), pra galera que joga futebol na praça até de madrugada e fala um monte de palavrão... e pro Ita e pro Maurício que de alguma maneira sempre me fazem rir.
^^
manámaná... tchutchu... tchuu-ru.
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ziligue-dum... balaco-baco... teleco-teco...
ziliguedumbalacobacotelecoteco...
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
sábado, 23 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
ene-a-o-til
Ser este é não ser aquele. Ser eu é não ser o outro.
(aula de Semiótica)
domingo, 17 de fevereiro de 2008
sábado, 16 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
MON COEUR MIS A NU
Queremos o chão seguro, a prateleira arrumada, a mesa posta. Nos negamos a ser os autores de nossas próprias vidas, por medo.
A cada instante nascem oportunidades natimortas.
(em resumo, MEU CORAÇÃO DESNUNDADO - BAUDELAIRE)
aula de Semiótica
domingo, 10 de fevereiro de 2008
JUSTIFICAÇÃO
sábado, 9 de fevereiro de 2008
Fronteiras da memória e do esquecimento
Entre memória e esquecimento reina a profusão de Babel.
(parágrafo de FRONTEIRAS QUE SE NARRAM, artigo científico desenvolvido para uma disciplina dos Estudos Culturais.)
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Moralités légendaires
"Método, Método, que queres de mim?
Bem sabes que comi do fruto do inconsciente."
JULES LAFORGUE,
Mercure de France, p.24
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Linguagem e pensamento
(As palavras bonitas são uma espécie de remédio para a alma. Um pouco de lentidão na pronúncia e é possível saboreá-las em extensão.)
sexo às palavras
sábado, 2 de fevereiro de 2008
de 'A Excêntrica Família de Antonia'
Nada morre para sempre. Alguma coisa sempre fica, de onde outra nasce. Assim a vida começa sem saber de onde veio ou por que existe.
O tempo conquista o tempo. Às vezes o tempo fica lento como uma tartaruga cansada. Às vezes rompe pela vida como um abutre em busca de presa. O tempo não se preocupa com a vida ou a morte, declínio ou ascensão, amor, ódio ou ciúmes. Ignora tudo que nos é importante e faz com que esqueçamos dele.
(A excêntrica família de Antonia - Marleen Gorris)
[com a liberdade de algumas modificações de tempo]
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Dialética
2- Erra na matemática de algumas histórias.
3- O pensamento decretou falência múltipla de mais de mil palavras.
4- Já não ouve o que dizem todas as cores.
5- Rasgou suas fábulas.
6- Guarda um coisário repleto de vazios.
7- Graças ao cultivo de esquecimento, nada sabe sobre uma velha mania de devaneios que repousa inconsciente num dentro que não tem fora.
8- Ordena-se na distância metafísica de um nada cheio de águas.
Ouvi dizer que absteve-se dos amigos mais antigos. Acompanha-o agora somente a querida vã Glória, que fez dele, com muito esforço, um fulano sem sujeito.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
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E que profundidade, se tudo é tão superficial?
Quero todas as estrelas e só uma constelação
(coisas velhas)
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
No dia em que acordei vegetaL
Tudo era verde.
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
kosmos X caos
(plantar morangos e nascerem morangos não é nada óbvio, é mágico.)
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Exemplos do insondável
Evanesço.
Estanco debaixo de uma árvore, descanso entre folhas, cavo raízes, me alimento de um abraço.
Medro.
domingo, 13 de janeiro de 2008
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
o Leo tinha razão
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
relato de vôo

De todas as vezes que subi o morro essa foi a mais penosa. Subir no fim da tarde pra ver o pôr-do-sol é mais fácil, agora, com sol a pino é mesmo de matar. As pedras parecem maiores e mais altas, cansa em dobro e a subida fica mais ‘ingridi’,como diria nosso amigo Aldemar. O morro tem só 210 metros de altura, debaixo desse sol e com essas pedras parecem 400.
Já estava quase perdendo as pernas quando fizemos nossa parada merecida. Sentamos numa sombra onde a vista já recompensa. Enquanto todas as minhas sensações - cansaço, sede, náusea e fome - me sacudiam de uma só vez, os guris se divertiam observando alguns voadores que dominam o céu por aquelas bandas:
_ Tá vendo aqueles caras ali?
_ Os da esquerda ou da direita?
_ Os que estão na base daquela nuvem ali. Olha só que enroscada!
_ É... tão subindo tudo que dá...
Fiquei procurando 'os caras' até cansar o pescoço, sentindo minha nuca esturricada (putz! esqueci desse pedaço). Bem, olhei, olhei e não achei nada, só uns passarinhos lá em cima.
Ok. Tomo água, fôlego, e o Arthur me puxa:
_ Bora amor, agora tem menos da metade.
Os passos estão lentos e fico pensando: que animação! Como a galera aqui gosta de diversificar, sempre buscando o melhor vento ou um vôo diferente não importando onde. Tudo pelo prazer e pela técnica. Nada de preguiça.
NÃO! Não para o super-super Fernandes Falcon, o urubu mais cheio de ciência dessas paragens! Tan dannnnnnnn...
Aqui não, hein! Esse tira vento de pedra. E foi o que se deu. Asa aberta, equipamento em ordem, todo mundo conectado e...
_ Agora vai, agora vai... Ai meu Deus! Cadê esse vento? ... agora vai, agora vai... Pô!tá feio hein? ... É agora, é agora! Arthur, gruda aí. Vocês dois, dá pra fazer um varal?
_ Olha aqueles caras ali enroscando numa térmica. Acho que a bufa dela passa aqui.
De novo os tais 'caras'. Olho pra todo lado e nada. Dou três piscadas pra desembaçar e só mesmo passarinho lá em cima.
_Seguinte Ângela: quando eu falar ‘vai’, começa a correr e não pára.
_Ok!
Eu estava tranqüila. Não sei por que, não sinto medo nenhum, confio no piloto e ao primeiro comando me atiro montanha abaixo. E foi assim mesmo.
_Corre, corre, corre, corre...
Pernas pra que te quero, saí correndo e fazendo força pra ajudar a arrastar a asa o que dava e inflar. Uhuuuuuuuuuuuuuuuu!!!!!
Quando me dei conta já estávamos voando e eu ainda pedalando no ar. Ops!
Que sensação! Vento na cara, ar de sobra pros pulmões, paisagem até onde os olhos alcançam, o mundo lá embaixo. Já sei como os pássaros se sentem. O vôo livre é mágico. Ficava olhando tudo aquilo, o céu ‘quase’ ao alcance, a paisagem toda cabendo no angulo da minha mão e já pensando na próxima vez que poderia fazer isso de novo. Lugar perfeito pra uma poesia, nem precisa de palavras. Abro a boca o quanto dá e engulo uma porção de vento, quero digeri-lo pro resto da vida. Olhei o pessoal que tinha ficado no morro, vejo o Arthur decolando e... ih! Acho que vai pregar. Pregou! (hehe)
Conseguimos uma térmica. A ordem era jogar todo o peso do corpo pra direita e assim conseguir enroscar, girar e subir. Subimos 1.167 pra cima da rampa, se o vento colaborasse chegaríamos mais alto. Mas chegamos aqui por pura peripécia do piloto mesmo, porque o dia não estava fácil. Fizemos metade do caminho pra cidade de Santo Antonio de Leverger. Lá em baixo muitas chácaras e piscinas. Tchauzinho pra galera do solo. Começamos a perder altura, o Fernandes escolheu um bom lugar pro pouso e pronto. Pé no chão de novo e nem dava pra acreditar que o meu solo, a uns segundos atrás, era feito de brisa. Pousamos no pasto de uma fazenda e o nosso resgate chegou junto. Por último, uma chuva de recompensa. De co-piloto pra piloto: Valeu, hein! Parabéns!

Sentir-se livre no céu, de peito aberto pro espaço é uma sensação insubstituível.
Ah! Sobre os tais caras? É que urubu aqui é gente. E se chamar um piloto de ‘urubuzão’... Nossa! mó elogio.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
desterritorialização
Eu nasci lá no pé do mapa, Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Sou filha de um indivíduo meio beat que nunca se deixou sossegar em lugar nenhum. Nem dá pra enumerar os cantos dessa América que lhe serviram de casa. Se a frase do Pumba tivesse sido dita pelo pai, eu não estranharia: "Lar é onde o bumbum descansa." Tinha alma de cigano, e o era, só não de nascença.
Bem, nessas andanças me largou no Mato Grosso, onde de vez enterrou o pé, literalmente. E nesta terra de Rondon me resta o fado de ser "pau-rodado". Todo mundo que nasceu em outras bandas e se aloja por aqui é digno desse título. E sempre que me perguntam de onde sou a resposta vem pronta: “De Porto Alegre!” Doce ilusão que se desfaz a cada contato com a minha terra ou gente de lá.
Se vou pra Poa, logo mandam: "Tu é de onde?" Se cá estou - e estou sempre - num determinado tempo de conversa vem a frase: "Você não é daqui, né?!"
Como assim? A que lugar pertenço, afinal?
Estou me conformando em não ser de lugar nenhum. Não pertenço mais a terra onde nasci nem ao lugar onde escolhi residir. Os de lá e os de cá me tiram isso.
Sou uma desterritorializada.
E essa é a situação de muitos por aí. Como no caso de uma amiga japa, brasileira de nascimento e filha de imigrantes japoneses. Aqui no Brasil ela não é brasileira, é japa, quando esteve no Japão não era japonesa, era brasileira. E ela fica “P” da vida com essa história. Fica toda grilada e me pergunta: “Eu sou de onde então?” Depois explico algumas coisas para a minha amiga japa.
E fica esse vazio de não pertencer a lugar nenhum.
Outro dia ouvi a Sirlei dizer que ela era internacional, ou seja, não defendia essa história de nação, de pátria, que isso tudo era uma grande bobagem, que isso só servia pra incluir o indivíduo em um determinado território e excluí-lo do resto do mundo.
E pensando bem... Olha que isso não é de todo ruim. Resolveria boa parte dos problemas desses povos que vivem em pé de guerra a eras. Ninguém estaria proibido de entrar em território alheio (território de quem?). Nenhum território seria de ninguém (território... o que é território?).
Já começo a compreender a Sirlei. Não pertencer a lugar nenhum é ser de todos os lugares ao mesmo tempo.
Ok! Nós, os desterritorializados, somos cidadãos do mundo.
Assim fica melhor.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
dedicatória
é uma só alma
que se parte em duas histórias.
(porque a gente viaja.)
Histórias da nossa américa
de invasores e invadidos
desse romance de sermos negros, brancos e
índios, sempre índios.
Te apresento Isabel
e essa Inés que somos dela.
da desmemória que me resta,
poucas palavras.
para a hermana
em Inés da minha alma de Isabel Allende.
crê/lê/vê/descrê/revê
sou meio Clarice
assim, sentidora...
"Eu não sou promíscua. Mas sou caleidoscópica:
fascinam-me as minhas mutações faiscantes
que aqui caleidoscopicamente registro."
(Clarice Lispector)
domingo, 30 de dezembro de 2007
essas coisas
(História meio ao contrário - Ana Maria Machado)
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
moldura para um dia bom
nenhum outro sorriso poderia atribuir-lhe tanta leveza.
http://www.youtube.com/watch?v=vnRqYMTpXHc&feature=related
Foi gravada pela primeira vez por Armstrong no outono de 1967.
Mais otimista, impossível.
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
na deslealdade dos dias
Rabisco no inverso desse avesso arquipélago, minha história ao contrário. Não sei em que pé minha ilha se apóia. O incerto murmura na paisagem astrolábica dos meus olhos semi-cerrados. Invoco um enigma azul que rompe esse luto adverso.
(mas me quebraram os gestos e fio-me no surdo-mudo das palavras.)
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Glaubber - poesia em Cuiabá
"Amarelecidas
As páginas entregam
Juntamente com o tempo
O sabor dos anos...
A solidão desse silêncio pelo vento marulhado
O céu, que resplandece uma agonia alhures
Rumorejar das copas entediadas e solenes
Ritmo absoluto de como as cousas se movem
com a cor mediúnica da terra
em seu processo de labor e alegria...
e além desse silêncio
o pragmatismo obtuso de construções sem poesia
a caudal de violências em que buzinas e imprecações se agitam
vociferar do vozerio inescrupuloso em sua insolência..."
O Glaubber é poeta grande já, desses que fazem poesia até em papel higiênico.
Quer um papo com o poeta? Sabe a banca de livros do Sodré na rampa do IL, na UFMT? O poeta guarda as horas por lá. Está sempre disposto a conversar e te dar dica de bons livros.
Este e outro poema maravilhoso dele podem ser lidos na revista SINA do mês de novembro de 2007.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
no cinturão de Orion

Casou-se inicialmente com Side, que se dizia ser a mais bela de todas as jovens da Grécia antiga. Mas Side era orgulhosa e gabava-se de ser mais bela ainda do que as imortais, mais bela do que a própria Hera. Ciumenta, Hera vingou-se e precipitou a jovem do cimo das montanhas do Tártaro, matando-a. Tendo perdido a esposa, Orion perambulou perdido pela Terra.
Certo dia, foi chamado por Enopião, rei de Chios, para acabar com as feras que haviam invadido seu reino. Tendo terminado o serviço, conheceu a jovem Mérope, filha de Enopião. Mal se viram, os jovens apaixonaram-se. Porém o pai de Mérope era contra o casamento, e criou uma armadilha ao gigante. Enopião, que significa "o que bebe vinho", em grego, conseguiu embebedar o jovem. Quando este já estava dormindo, o rei cegou-o e expulsou-o do reino. Foi achado por um garoto, que se sentou em seus ombros e o guiou até o Sol Nascente. Quando Eos, a Aurora, o viu, apaixonou-se por ele e curou-o, dando-lhe novamente a visão. Os dois foram morar na ilha de Delos. Os dois viveram algum tempo juntos, porém o amor deles não durou muito, e Orion partiu para novas conquistas.
Em suas viagens conheceu Artemis, a deusa da caça, com quem criou forte amizade. Logo o caçador se apaixonou pela deusa, e, segundo dizem alguns autores, Artemis também se enamorou dele, apesar disso ser motivo de controvérsia. De qualquer forma a amizade dos dois gerou fortes ciúmes em Apolo , que um dia enviou um enorme Escorpião para matar o gigante. Apesar de o caçador estar habituado a esmagar estas criaturas , este era maior que Orion , além de possuir uma couraça que a espada do gigante não conseguia atravessar. Houve uma feroz batalha, que acabou com a morte de Orion.
Inconformada, Artemis pediu a seu pai, Zeus, que o revivesse. Zeus se recusou, mas acabou por transformar Orion em uma constelação, colocando-o nos céus. Transformou também o Escorpião, mas, temeroso de que os dois lutassem, Zeus colocou-o no canto oposto do céu, de forma que quando um ascendesse , à noite, o outro descendesse, e nunca estivessem juntos no céu.
Orion está no céu sempre a perseguir uma lebre, acompanhado por Sírius, que segundo alguns é seu cão, com uma pele de leão e com uma espada no cinto."

Uma curiosidade:

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Sobre EU e VOCÊ
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
texto em fraturas
um fantasma me beija de morte cavada
fere-me de uma impossessão soturna, lenta, pesada.
seguro em concha minha alma alquebrada em dia branco
caminho no horror do vazio preciso
e vou nascer no próximo instante de exata insistência.
o que me devora ainda me faz forte.
memória debruçada sobre uma imagem lisa.
teus cabelos estendidos, longos, longe do meu alcance.
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
un ratito que pasa
boluda!
mismo!
y con el tiempo me voy perfeccionando.
me di cuenta.
sábado, 24 de novembro de 2007
"adivinha tarde demais que se mumificara"
dia desses...
_ Apaixonei-me por Joni Mitchell, tô vendo se ela tem outras letras tão maravilhosas. Acabei de ler A case of you, e tem uma frase...
I remember that time you told me, you said,
\"Love is touching souls\"
Well surely you touched mine
Cause part of you pours out of me
In these lines from time to time.
(Eu lembro da época que você me dizia
'Amor é tocar almas'
Seguramente você tocou a minha
Pois parte de você flui de mim
De vez em quando, nestas linhas.)
Tocar almas...
_A Joni é poeta. Todas as letras que olhar serão assim, profundas. Estava desde ontem pensando em dedicar um post a ela. Engraçado te mandar essa música...
...alma, sempre ela.
Diálogo de andanças - sobre essa coisa que chamamos de alma. Papo com o cara mais beat que conheço.
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
de 'O céu que nos protege'
_Yes.
_Because we don't know when we will die... we get to think of life as an inexhaustible well. Things happen only a certain numbers of times. And a small number, really.
How many times will you remember an afternoon of your childhood... an afternoon so deeply a part of you that you can't be without it? Perhaps four or five times more. Perhaps not even that. How many times will you watch the moon rise? Perhaps twenty. And yet it all seems limitless.
(The Shelterning Sky)
domingo, 18 de novembro de 2007
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
EM TEMPO

Depois de quatro anos à míngua, ganhamos de presente _literalmente_ o In Rainbows.
No dia 10 de outubro o Radiohead tornou-se responsável por aquilo que no dia anterior o “Times” havia chamado de “The day the music industry died”. Publicaram o novo álbum na sua página na internet e o colocaram disponível para download pelo preço de... _ bem, essa é a revolução _ pelo preço que cada um quiser pagar. O CD torna-se material irrisório, o que contam a partir de agora são os “concertos”. Tem-se notícia de que até o segundo dia já haviam sido descarregados 1.2 milhões de cópias digitais numa média de 8 dólares. E para os que fazem questão do objeto físico, o CD sai a partir de 03 de dezembro.
Não é nenhuma banda anônima de garagem tentando chamar a atenção do mundo. São os autores de PABLO HONEY(1993), álbum referência ao rock alternativo norte-americano sendo 'Creep' a música de maior sucesso do álbum, tocada e tocada durante bom tempo nos programas da MTV ; THE BENDS(1995) foi o álbum que despertou a atenção do mundo para a banda definitivamente, levando 'Street Spirit' ao quinto lugar nas paradas do Reino Unido, e que trás a lindíssima ‘Fake Plastic Trees’ que é tudo o que eu queria ter cantado _ deles até hoje; OK COMPUTER(1997) álbum impactante; KID A(2000) experimentos com música eletrônica; AMNESIAC(2003) seguindo a mesma linha de Kid A; HAIL TO THE THIEF(2003) que é uma releitura da sonoridade dos trabalhos anteriores, e finalmente IN RAINBOWS(2007), um regresso às origens, instrumental perfeito.
Os arranjos bem elaborados, ousados, complexos e melodias tristes colocaram a banda ao lado do Pink Floyd e até, olha só, dos The Beatles.
São influências do Radiohead:
Talking Heads,
de influência marcante para a banda, dona de uma música chamada "Radio Head" onde os meninos se inspiraram para dar nome ao grupo.Jeff Buckley,

compositor, cantor e guitarrista norte-americano, dono de uma voz singular e timbres insuperáveis;
Can,

banda de rock experimental alemã, de estilo musical baseado em bandas de rock de garagem como The Velvet Underground;
Joy Division,

pós-punk;
Aphex Twin,

DJ e produtor de música eletrônica, considerado figura influente da música eletrônica contemporâea;
Elvis Costello,

cantor compositor e músico britânico, parte do cenário pub rock britânico, mais tarde associado ao punk rock e new wave pra depois ser considerado voz única e original dos anos 80.
O delicioso estágio de sono REM.

E como não poderia deixar de ser... tan daaaannn... o rock progressivo do Pink Floyd.

O Radiohead tem a ver comigo. Adoro as músicas e o timbre vocal puro e anêmico do Thom Yorke.

...pra degustar, do novíssimo In Rainbows.
http://www.youtube.com/watch?v=-kCKob1YKOU&eurl=http://lishbuna.blogspot.com/2007_10_01_archive.html
site oficial da banda: http://www.radiohead.com/
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
apegar-se ao tolo é imperdoável tolice
e num gesto de carinho e respeito dizem adeus,
ficam para sempre guardadas na lembrança de dias bons.
São passado em ritual de revivescência.
Quando as pessoas encontram sua hora de ir
e num gesto imaturo que descoberta sua ausência de essência
partem num 'dar-de-ombros',
delas ficam pedras pontiagudas na memória,
um ar opaco,
uma sensação de tolice,
um verbo rasgado,
um substantivo imbecil.
Toda a minha mágoa é não ter motivo pra amar uma lembrança.
Esquecimento é desmemória e despalavra. É destoante, desistência, desazo, destroço, desusado, desbotado, desvalido, desvantajoso, desditoso, desenredado, destituído e destinatário.
Desvão.
por que não podia ficar o belo?
sábado, 10 de novembro de 2007
sobre o silêncio
É nele que esquecimentos me pertencem,
Me encontro em tudo que me falta
Fantasma memória de plácidas janelas
...........................................
Relembranças vigiam em dia raso
enquanto teus olhos me incandescem de dentro
escrito originalmente para a 'Luneta Mágica'
lances de alma
do Rosa

A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem."
João Guimarães Rosa
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
PORCAS BORBOLETAS
você me oferece um dos biscoitos que comia.
aceito.
curiosidade em sentir o sabor de sua boca.
trazia também junto ao corpo
um presentinho de seus alunos,
uma rosa.
o dia, atrás de nós, muito branco.
penso então no argumento do poema japônes:
"para você
sem colhê-las
todas as flores do mundo"
insight tardio.
a tarde urgente já havia te levado.
(só sobrou o biscoitinho).
olho para trás, o dia muito branco.
para você, silenciosos, todos os poemas do mundo."
(Danislau Também)
circulação alternativa
coisas interessantíssimas rolando por aí
'léguas - superiores' às porcarias que nos querem obrigar a consumir.
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
tudo é uma questão de perspectiva
“Enfie no teu-e-
* ria essa bosta
de teoria!
Na prática...
A merda é sempre outra.”
(Vitória Basaia - artista plástica)
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Cada vez mais
As fronteiras diminuiram... ou aumentaram?
Vamos até o Japão sem sair do quarto e vivemos cada vez mais entre grades.
PÓS-MODERNIDADE
Somos sujeitos fragmentados, pós-modernos. A pós-modernidade é linda?
Somos cada vez mais especialistas e sabemos cada vez menos coisas. Nos aprofundamos numa particularidade e perdemos habilidade para as outras.
Quanto mais especialistas nos tornamos, mais recortamos a nossa vida e acabamos mais dependentes uns dos outros, e ainda assim o diálogo não é estabelecido.
Estamos aprendendo a ser cada dia mais individualistas. Estamos mais sós.
somos pajaros incansábles
El alma está llena. Aquí están las palabras solas que a veces se quedan por el camino, pero 'todo' que hay en ella no puedo aún _ ni yo, ni usted _ sujetar. Entonces me quedo en la contemplación cuando em mi espacio, de sus palabras caen ratos de tu alma que despiertan ratos de la mía.
Comprendo la búsqueda. Comprendo como es morir y nadie mirar. Comprendo como es sentirse sola y procurar no sé que, sin encuentrar.
Nosotros por la calle, aunque por medio vaso de cerveza. Las palabras de la desesperación, el tiempo que urge en defensa propia, el deseo de agarrar el ratito que mira con exquisita precisión la profundidad del alma de nosotros sin determinar el destino de la noche. Y el coraje... mira! El coraje se queda en el fondo del vaso, y a la menuda observación es como un rayo que nos atraviesa lleno de memoria en el ineludible paso del tiempo. Además, somos pajaros incansables. Hay gestos para la emoción y la furia, para el cielo y el asombro.
escrito originalmente para a 'Luneta Mágica'
lances de alma
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Clarice Lispector

"E ninguém é eu, e ninguém é você. Esta é a solidão."
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"Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros."
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"Ouve-me, ouve o meu silêncio. O que falo nunca é o que falo e sim outra coisa. Capta essa outra coisa de que na verdade falo porque eu mesma não posso."
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"Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro."
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"Tenho várias caras. Uma é quase bonita, outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo."
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"Eu sou uma pergunta."
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"Se eu fosse eu talvez eu não me conheceria."
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segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Amanara
O juízo, com as suas inconveniências me irritando: _Dia de sabatina no mestrado, precisa estudar!
Foi então que veio um “dane-se! mereço essa chuva”. Fiquei com ela. Temos uma história. Aproveitei pra pôr o pensamento em dia.
Basta! Chega de correria. O sangue pulsa, os dias não só passam pela vida.
O meu encontro comigo se dá em horinhas assim.
Felicidade é/não é uma coisa estabelecida.
sábado, 3 de novembro de 2007
A NATUREZA JÁ ESTÁ MUITO CANSADA
.
As palavras perdem sentido, enquanto perdem sua cor o mar verde e o céu azul, que tinham sido pintados por gentileza das algas que lançaram oxigênio durante três bilhões de anos.
...e meu corpo anda mesmo pedindo um pouco mais de alma. *
Como o vinho que embriaga,
Se n’alma tristeza apaga,
Traz sonhos que não tem fim!...”
(Fagundes Varela)
Agora olhando mais de longe, começo a perceber que mandei minha alma pra casa errada.
*parafraseando Lenine - Paciência
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
(coisas velhas)
me silencio de estrelas quando horizonto os olhos
tudo cala no verde do momento.
Meus inteiros me decompõem para resto
árvores e libélulas me significam
hoje, estou coisa para vazios.


+de+C%C3%B3pia+de+parapente+007.jpg)
+de+C%C3%B3pia+de+parapente+007.jpg)














