domingo, 31 de agosto de 2008
Desespero
(No espelho há um corpo inerte, frio e duro.)
sábado, 30 de agosto de 2008
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
domingo, 24 de agosto de 2008
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
domingo, 17 de agosto de 2008
sábado, 16 de agosto de 2008
f

_mããããããe... vem ver o que eu achei!
_ã?... ai... (lá vem bomba.)
_por que é que eles estão assim?
_(não falei?!) bem... er... é que... deixa ver... assim...ain...
_eu sei! eu sei!
_óò!
_ é que esse aqui tava cansado, então esse resolveu carregar ele um pouco.
_... É!... É SIM!... É!... ^^
_lindo, né?
_muito...^^
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
das coisas que se escondem dentro do nada
nada, definitivamente, importa.
nada tem sempre grande importância.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
me sinto cansada, não sei o que fazer com as coisas quebradas. Tento abandoná-las, mas não se desprendem. Acabam me irritando pra valer. O meu nada transborda de metades.
Sabe, Honey
me sinto tão cansada, queria marchar o tempo de volta. Qualquer lugar do princípio serviria para alguns desenhos em textura fina. Talvez eu escolhesse outras palavras ou de repente acendesse a luz.
Sabe, Honey
o meu pensamento não pára, eu sonho acordada e ainda vejo meninos azuis. O tempo cresce e eu diminuo.
Honey,
eu vou aprender a linguagem dos sinais e um dia eu conto tudo pra você num único gesto.
É pena que você não enxergue até esse lado da rua.
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Inteligente
um dos blogs mais lidos.
eu me diviiiiiiiiirto no Catarro Verde.
um monte de 'tarefa da escola' pra fazer e eu não consigo escrever nem uma puta linha que preste. mais irresponsável do que ando, impossível. tudo está ficando pra depois, os prazos já venceram. isso me acaba, mas sei lá o que se passa.
(eu falando palavrões? nossa! acabei me esquecendo que tenho cara de menina que não fala essas coisas... ^^)
.
.
bosta!
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
fluxo
.
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http://www.youtube.com/watch?v=c9j_RZDqYc4
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
terça-feira, 5 de agosto de 2008
e ao mesmo tempo esconde tudo
(...)
um olhar não diz nada
e ao mesmo tempo diz tudo..."
Una palabra é uma composição do cubano Carlos Varela. Eu a ouvi pela primeira vez assistindo ao filme Chamas da Vingança de Tony Scott que tem como ator principal Denzel Washington e há também a participação de dois atores brasileiros (coisa que me dá satisfação em ver), o Gero Camilo que fez Carandiru, Cidade de Deus e Bicho de Sete Cabeças entre outros e o Charles Paraventi que também está em Cidade de Deus entre outros. Digam o que disserem eu gostei do filme, mas uma das partes mais lindas foi ouvir essa música. A letra é mais que maravilhosa, diz tanto... E nela dá pra perceber o quanto a voz por si só já é extremamente musical, o instrumento é mero acompanhante.
Tomei a liberdade de colocar em português esses vesos aí em cima, mas são só metade do que ela diz.
Não consegui encontrar no youtube um vídeo com o Carlos Varela cantando (acho que não procurei direito), só mesmo esse cara fazendo onda. É só pra ouvir, não precisa ver, aliás, só ouvir sem ver dá mais peso a ela . Vale a pena.
domingo, 3 de agosto de 2008
pela língua eu respiro, como os inforcados. esse gosto me impacienta. não sei se faz mal ou bem.
(está chovendo lá fora - lá fora)
sábado, 2 de agosto de 2008
http://br.youtube.com/watch?v=iYhCn0jf46U
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Reservo direitos autorais
E eu o manusearei da forma que eu quiser e precisar sem nenhum incômodo. Aí, não precisarei mais possuir um aparelho de dvd, ir até a locadora locar um filme, chegar em casa, conectar o aparelho na eletricidade (inventaram a eletricidade só pra isso) e colocar o disquinho dentro desse aparelho, pegar o controle remoto, descobrir que algo não quer funcionar, ficar nervosa em ter que deixar para o dia seguinte (afinal, foi um malabarismo com os compromissos do dia para conseguir um tempinho para ir à locadora, locar o filme, ir para casa e ainda ter no mínimo duas horas disponíveis para assistí-lo) , pois haverá a necessidade de contactar um técnico para ir até a minha casa e descobrir o problema do aparelho, ou do controle remoto, ou da TV, ou da eletricidade...
e precisarei arrumar outro tempo para ver o filme. Isso se o problema for simples e eu não tiver que levar algo para ser concertado fora de casa, atrasando por mais alguns dias a apresentação do filme escolhido.
Bem, nesse meio tempo eu já tive que devolver o filme para não pagar multa na locadora. E pagar outra locação do mesmo filme nem pensar!
Mas como eu ia dizendo, ainda vão inventar o objeto perfeito que poderá me acompanhar onde quer que eu vá, funcionando sempre que eu o abro, e eu nem vou precisar ligá-lo em nada, não precisarei pagar locação ou multa por atraso de entrega, não perderei tempo indo até a locadora para isso. Esse objeto funcionará sem controle remoto e nunca precisarei chamar o técnico. Esse objeto perfeito se chamará “livro”.
sexta-feira, 25 de julho de 2008
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Os pigmeus, que têm corpo pequeno e memória grande, recordam os tempos de antes do tempo, quando a terra estava acima do céu.
Da terra caía sobre o céu uma chuva incessante de pó e de lixo, que sujava a casa dos deuses e lhes envenenava a comida.
Os deuses estavam, havia uma eternidade, suportando essa descarga sebosa, quando sua paciência acabou.
Enviaram um raio, que partiu a terra em dois. E através da terra aberta lançaram para alto o sol, a lua e as estrelas, e por esse caminho subiram eles também. E lá em cima, distante de nós, a salvo de nós, os deuses fundaram seu novo reino.
Desde então, estamos embaixo."
(Espejos. Una historia casi universal - Eduardo Galeano)
terça-feira, 22 de julho de 2008
Confluência dos sentidos
segunda-feira, 21 de julho de 2008
domingo, 20 de julho de 2008
sábado, 19 de julho de 2008
sereias invisíveis
Preciso escrever.
É pela palavra que eu 'organizo' o meu caos, os meus fantasmas, isso que me persegue. É pela palavra que o meu maior fantasma ganha corpo e o olho de vidro de quem eu amarei.
O desequilíbrio é a meta. O equilíbrio não me diz nada.
Nada tem muita graça se os meus fantasmas não estiverem soltos.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Não me importo de estar nua, prefiro estar nua. Se esse frio se intensifica, me cubro de palavras
e tudo fica bem.
(Minha pele é papel bom de escrever.)
quinta-feira, 17 de julho de 2008
eu e a TV
Ouço o de sempre, que eu não sou lá grandes coisas e que minha vida é uma ... (me perdoem a intenção da palavra feia). A TV me diz que eu não tenho aquele carro, eu não serei como a mulher que estava dentro dele. Eu não tenho o cartão de crédito daquele banco, eu não sou especial. Eu não lavo os meus cabelos com aquele xampu, os meus cabelos não são sedosos e brilhantes como os da atriz da propaganda, eu não serei nenhuma atriz. Eu nunca serei BOA, não sirvo cerveja. Eu não fumo, minha vida não é e nem vai ser uma aventura. Eu não uso as roupas daquela marca, estou lamentavelmente fora de moda...
...
quarta-feira, 16 de julho de 2008
dessa outra solidão de estar só
É como ser eremita de pedras secas que já moraram no mar.
terça-feira, 15 de julho de 2008
da solidão de estar só
as pedras que no mar se molhavam
a semelhança confunde o eremita que solitário demais
passou o tempo entregando-se à solitária memória
aqui a pedra seca
para o eremita não perdeu
a qualidade húmida de poder
ter estado ao pé do mar."
(Fiama Hasse Paes Brandão)
http://br.youtube.com/watch?v=-HTqBd4UAhw
(da poetisa portuguesa Fiama Hasse, musicado para violoncelo por Adriana Calcanhotto)
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Livros para ler, um dia...
E dentro da história de sofrimento e bravura de um povo castigado no tempo não dá pra parar de pensar numa frase dita por Maria Celestina: “Assim que a economia do país começou a reagir e as pessoas tinham dinheiro para comprar comida, elas começaram a comprar comida e livros desesperadamente. Tinham medo de que tudo aquilo pudesse acabar. Mesmo os que não sabiam ler adquiriam livros na esperança de um dia poder lê-los...”
Não há o que dizer depois disso.
Quem dera fosse essa a fome de todo mundo...
Rio de Janeiro, 08 de julho de 2008.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Canibalismo
(Não é à toa que os canibais devoravam seus mais poderosos inimigos. Havia algo tão especial neles que os tornavam objeto de desejo do outro.)
sábado, 5 de julho de 2008
Trecho do livro A Redoma de Vidro de Sylvia Plath.
terça-feira, 1 de julho de 2008
Cordel
"Vou
Vou pregar na parede
Um pedaço de céu
...
Vou buscar outra constelação
Entre a noite que vai
E o dia que vem
..."
Fiquei pensando se conseguiria medir o peso de cada frase sobre mim. Fechei os olhos e me lembrei do pedaço de céu que sempre colo na parede e tentei imaginar uma maneira de tatuar no meu braço um risco de mar...
Olhei para o Lirinha em cima do palco sob luzes táteis. Um corpo magro de gestos grandes ocupando um lugar no espaço maior do que aquele que se supõe. Acho que é porque as idéias são fortes que ele gesticula tão aumentado.
Na falta de uma rolleyflex mirei com a minha Sony. Será que uma 'sonizinha' moderna diminui o peso que se quer dar ao ato? Bem, como estava dizendo, empunhei a minha Sony, mirei e comecei a disparar flashes numa tentativa de reter o acontecimento. Mas eu não queria só algumas imagens congeladas, eu queria aquela imagem. Aquela imagem que suga o momento de tal maneira que faz com ele fique para sempre no gerúndio.
... encurvado.
... retesado.
... de braços abertos.
... apontando para o alto.
... cantando, declamando, tocando.
... luzes.
... tambores.
... chocalhos.
... palavras - Era o que eu queria. Eu queria fotografar as palavras.
Uma bandeira erguida pela galera e baquetas partidas no peito de um tambor. Eu pulo bem alto, sou forte como um guerreiro das tribos do norte vestido com seu colar de sementes e só.
Meu desejo não tem nada com as grandes coisas, mas com aquelas que são insignificantes, que moram no chão. Um dia o Manoel me disse que as coisas que não valem nada tem muito valor.
Acreditei pra sempre.
"...
Vou
Vou riscar no meu braço
Um pedaço de mar...
...
Eu canto aqui
Eu olho daqui
Eu ando aqui
Eu vivo
Canto aqui
Eu grito aqui
Eu sonho aqui
Eu morro...
(morro)"
domingo, 29 de junho de 2008
quinta-feira, 26 de junho de 2008
quarta-feira, 25 de junho de 2008
domingo, 22 de junho de 2008
QUAIS SÃO OS SEUS HERÓIS?
Pra ver e ouvir duas vezes.
http://br.youtube.com/watch?v=7oXis0HZPz0&feature=related
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Que lua! Que lua!
A lua está insuportavelmente bela. Não queria nem olhar, mas ela me cola pavorosamente à janela. E dá uma saudade de não sei o que, uma tristeza que não sei por que, uma 'tonteria' que não entendo do que.
Às 18:30, ainda próxima, era um adjetivo bruto que me arrebentava por dentro. Agora, já mais no alto, é um adjetivo exato que deixei cair da boca não sei onde.
(meu coração bate acelerado)
terça-feira, 17 de junho de 2008
domingo, 15 de junho de 2008
HOMEM da vida toda
sexta-feira, 13 de junho de 2008
quinta-feira, 12 de junho de 2008
por Antônio Sodré
I
“ta” tudo tão “difácil”
“ta” tudo tão difícil
tudo seria mais fácil
se não fosse
assim tão físsil!
II
é tão cruel a espada,
é tão monstruoso o míssil
tudo seria mais fácil
se não fosse
assim tão físsil!
III
ó! Doce manga dócil!
ó! duro osso fóssil!
se não fosse
assim tão físsil!
domingo, 1 de junho de 2008
sábado, 31 de maio de 2008
Sob livros desaparecidos e alguns ácaros
A minha satisfação não sabia que estaria para ser raptada dentro de 5 segundos e mais ou menos um pouco (não entendo porque me abalo).
Fiquei pensando então, em qual teria sido o meu melhor crepúsculo, a melhor leitura sem sapatos, de quais outonos tenho folhas guardadas, meu último inverno de pés gelados, o abraço mais triste e apertado...
Enumero algumas sensações e outro fato:
1 - Todas as coisas são mudas;
2 - Nenhum vento entra e ninguém sai, somente a sombra que rasteja não pode ser detida;
3 - Um ouvido paciente é capaz de ouvir o silêncio em toda a sua profundidade e extensão.
Escorrego na cadeira e olho o alto para onde lanço bolinhas de pensamento rasgado.
Fico cuspindo para o teto acertando sempre o mesmo lugar, como um daqueles personagens de Gogol.
(me esqueço no tempo como uma pedra)
domingo, 18 de maio de 2008
Caidocais
O tempo não pára. Nem todas as paredes permanecem. Busco apoio num canto imaginado, fecho os olhos de náufrago, umedeço uma única mão espalmada, sinto cheiro de óleo, água e sal. A soleira da porta é o marco que me detém. Abro meu reservatório de sonho e de janela e de horizonte construo duas únicas possibilidades. Lanço-me em legenda congelada. Um som de flauta me suga para o porto. Observo os navios que dormem envelhecidos, são todos muito parecidos comigo. O meu limite é o desassossego de uma palavra vazia. Desalojo um significado para pô-lo em lugar qualquer, não quero ter o que dizer-te.
(ainda fecho os olhos
para no escuro sentir o peso
da mão que segura a minha)
-sonhos futuros.
domingo, 11 de maio de 2008
The Beatles e as "inhas"
É comum que eu permaneça calada. Em alguns casos posso até arriscar algumas palavras que acabam escapando além da conta, diante do fato de o pensamento organizar uma revolta. Isso se dá mais ou menos com a agitação hormonal de determinados períodos e o incômodo de pessoas “inhas” que aparecem pela vida a fora.
Em resumo, pessoas “inhas” são aqueles tipos que “se acham”, pensam que uma lata de cerveja é um “tudo”, falam muita besteira, cospem pra conversar, etc. Bem, em detalhe, são uns tipos que nos fazem olhar para o lado e dizer: ai, que saco!
Normalmente, pessoa “inha”, em se tratando de música, é aquela que a-do-ra os Beatles, claro! Não que os Beatles sejam “inhos”, mas toda “inha” pra ter certeza de que não vai errar, é muito, mas muito-muito-muito fã dos Beatles, lógico! E, óbvio, não conhece muita coisa de música, é quase sem repertório. Então, são só Beatles pra cá, Beatles pra lá... coitados dos Beatles.
Ok! John, Paul, George e Ringo, me perdoem! Absolutamente nada contra vocês. Mesmo com aquele corte de cabelo ridiculamente ridículo dos primeiros anos e aquele figurino arrumadinho demais, mauricinho demais, lambidinho demais, apesar ainda de terem se tornado uma moeda, nada mesmo contra os rapazes.
Em se tratando do sucesso, precisamos atribuir parte do mérito de os Beatles terem chegado aonde chegaram a Brian Epstein. O talento por si não seria suficiente. Prova disso foi a dissolução do grupo em 1970, quando tiveram que ser empresários de si mesmos, após a morte de Brian. E da tonelada de músicas gravadas, apesar de ouvi-las, penso que tem por lá umas sobras, alguma coisa comercial demais, produção por produção demais.
Outro dia estava lendo uma reportagem que falava da briga de Yoko Ono com uma associação de colecionadores pelos direitos autorais sobre um vídeo onde o ex-Beatle John Lennon aparece fumando maconha. Hilário! Não teriam coisa melhor pelo que brigar? No fim, acabaram concordando em não divulgar a imagem até que a questão sobre os direitos autorais seja resolvida.
Agora me pergunto, o que teria de tão especial em ver John fumando maconha?
_Alô-ou... Existem coisas melhores onde se apoiar, é preciso abrir a cabeça.
Ok! Isso não significa que eu não goste dos Beatles, mas comecei a ver defeitos demais, bobeiras demais em torno deles, especulação demais, e gosto barato demais, ... depois da “inha”.
É uma pena.
Putz! Que estrago uma “inha” não faz...
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Os cravos do tempo
sábado, 3 de maio de 2008
Pobres, porém, livres!
Seguir os passos de um Andarilho é sempre 'Pensamento e Lâmpada' *
Um beijo para o Johnny & abraço forte para o Walker.
Não morro sem...
http://1001albuns.blogspot.com/
*(leia-se: 'Idéia Brilhante')
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Pra ouvir e ver.
Imagine, imagine...
http://www.youtube.com/watch?v=jpqKA9_ddFk&eurl=http://www.orkut.com/FavoriteVideos.aspx?uid=11845274636284084575
sábado, 19 de abril de 2008
sexta-feira, 18 de abril de 2008
O tempo debruça-se sobre o limiar da janela que não se abre para me receber
_ Subirás até a fonte?
_ Me faltam pés.
_ Sinalizarás para o vento?
_ Quando me regressarem as mãos.
_ Quem te colhe?
_ Toda a ausência que me sorri.
Um anjo negro de olhos cerrados aproxima-se me trazendo fogo.
_Eis que o mar já não mora mais aqui. Mudou-se para a curva do sonho. Não deixou a marca da estrela, sequer um beijo de despedida ou algo dito para gravá-lo em ti. Mandou-me, como mau consolo, entregar-te uma palma iluminada para que melhor aprecie quão grande é o plano da escuridão em que te desenhou no instante de partir.
Antes de fazer desaparecer o fogo, o anjo abriu os olhos, e neles eu vi...
Uma fenda que se cava. Côncava! E por ela o tempo se afasta todo cheio de demora, estrangeiro, borrando as canções em tinta azul que escrevi.
domingo, 13 de abril de 2008
seios como luas
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Fechamento
_Os opostos se atraem? Mesmo? E podem conviver harmoniosamente em guerra dentro do mesmo latão?
quarta-feira, 9 de abril de 2008
O Idiota
O idiota é um controlador e perfeccionista: calcula tudo para que nada saia da idiotice. O idiota não é poético nem místico, reprova ímpetos passionais, procura a segurança dos prazeres pálidos, afasta tudo que por algum motivo possa perturbar a sua idiotice. É absolutamente previsível.
O idiota faz questão de mostrar para todos - mas todos mesmo! - a sua idiotice.
Cuidado! Nunca diga a um idiota que ele é um idiota, pois os idiotas podem ser idiotamente vingativos. Então, quando ele estiver idiotamente se mostrando idiota, faça de conta que está achando o máximo, faça uma cara de idiota e diga: "até mais".
(ao idiota, para que não seja esquecido)
sorry!
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Ai, que saudade de ti!
Andando na andarilhagem dos outros a gente acaba descobrindo coisas que nos deixam tão bem...
Fiz um passeio de double-decker nesse vídeo pela minha terra natal. E me lembrei do pôr-do-sol no Guaíba visto da cúpula da Casa de Cultura Mario Quintana em tardes fugidas cheias de solidão, sob o céu de Porto Alegre...
O sol se esfria no Guaíba. Quando encosta faz tsssssssss...
^^
O clip é da Pública, banda de lá. Mostra alguns pontos da 'Londres' brasileira. O som da galera é muito bom.
http://www.youtube.com/watch?v=tF7zN16Kko0
domingo, 30 de março de 2008
ao farol
segunda-feira, 17 de março de 2008
Diuturnidade
1- Nem tudo estará dito depois de todas as palavras.
2- Nunca adormece uma memória atulhada de presenças.
3- Não abandona-se para sempre o vigoroso desequilíbrio das horas primitivas.
4- O tempo trabalha no ritmo da profundeza, e desdobra grosseiramente o que vamos encontrar por ser avesso a explicações.
5- O relógio soa no masculino e no feminino porque são necessários dois substantivos para germinar a máquina.
6- A libertação só é realmente profunda na profundidade indeterminada da solidão.
7- No abismo das sombras se rompe um albergue de fantasmas.
8- O monstro mais temido se tinge de melancolia.
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(Quando o sonho é realmente profundo, o ente que vem sonhar em nós é o próprio Sonho.)
sábado, 15 de março de 2008
Zona autônoma
O sonho sonha.
(- Eu, sonhando acordada já é uma merda, imagina no meio do quinto sono onde não tenho controle algum sobre o Seo Sonho!)
terça-feira, 11 de março de 2008
domingo, 9 de março de 2008
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Quero mandar um beijo pro meu pai, pra minha mãe, pra minha irmã, pro meu irmão, para as minhas duas estrelinhas, para o zangão aqui de casa, pra Mô, pro vizinho da esquerda, pro da direita, para o dos fundos (que eu nem conheço), pra galera que joga futebol na praça até de madrugada e fala um monte de palavrão... e pro Ita e pro Maurício que de alguma maneira sempre me fazem rir.
^^
manámaná... tchutchu... tchuu-ru.
.
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ziligue-dum... balaco-baco... teleco-teco...
ziliguedumbalacobacotelecoteco...
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
sábado, 23 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
ene-a-o-til
Ser este é não ser aquele. Ser eu é não ser o outro.
(aula de Semiótica)
domingo, 17 de fevereiro de 2008
sábado, 16 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
MON COEUR MIS A NU
Queremos o chão seguro, a prateleira arrumada, a mesa posta. Nos negamos a ser os autores de nossas próprias vidas, por medo.
A cada instante nascem oportunidades natimortas.
(em resumo, MEU CORAÇÃO DESNUNDADO - BAUDELAIRE)
aula de Semiótica
domingo, 10 de fevereiro de 2008
JUSTIFICAÇÃO
sábado, 9 de fevereiro de 2008
Fronteiras da memória e do esquecimento
Entre memória e esquecimento reina a profusão de Babel.
(parágrafo de FRONTEIRAS QUE SE NARRAM, artigo científico desenvolvido para uma disciplina dos Estudos Culturais.)
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Moralités légendaires
"Método, Método, que queres de mim?
Bem sabes que comi do fruto do inconsciente."
JULES LAFORGUE,
Mercure de France, p.24
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Linguagem e pensamento
(As palavras bonitas são uma espécie de remédio para a alma. Um pouco de lentidão na pronúncia e é possível saboreá-las em extensão.)
sexo às palavras
sábado, 2 de fevereiro de 2008
de 'A Excêntrica Família de Antonia'
Nada morre para sempre. Alguma coisa sempre fica, de onde outra nasce. Assim a vida começa sem saber de onde veio ou por que existe.
O tempo conquista o tempo. Às vezes o tempo fica lento como uma tartaruga cansada. Às vezes rompe pela vida como um abutre em busca de presa. O tempo não se preocupa com a vida ou a morte, declínio ou ascensão, amor, ódio ou ciúmes. Ignora tudo que nos é importante e faz com que esqueçamos dele.
(A excêntrica família de Antonia - Marleen Gorris)
[com a liberdade de algumas modificações de tempo]
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Dialética
2- Erra na matemática de algumas histórias.
3- O pensamento decretou falência múltipla de mais de mil palavras.
4- Já não ouve o que dizem todas as cores.
5- Rasgou suas fábulas.
6- Guarda um coisário repleto de vazios.
7- Graças ao cultivo de esquecimento, nada sabe sobre uma velha mania de devaneios que repousa inconsciente num dentro que não tem fora.
8- Ordena-se na distância metafísica de um nada cheio de águas.
Ouvi dizer que absteve-se dos amigos mais antigos. Acompanha-o agora somente a querida vã Glória, que fez dele, com muito esforço, um fulano sem sujeito.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
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E que profundidade, se tudo é tão superficial?
Quero todas as estrelas e só uma constelação
(coisas velhas)
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
No dia em que acordei vegetaL
Tudo era verde.
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
kosmos X caos
(plantar morangos e nascerem morangos não é nada óbvio, é mágico.)
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Exemplos do insondável
Evanesço.
Estanco debaixo de uma árvore, descanso entre folhas, cavo raízes, me alimento de um abraço.
Medro.
domingo, 13 de janeiro de 2008
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
o Leo tinha razão
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
relato de vôo

De todas as vezes que subi o morro essa foi a mais penosa. Subir no fim da tarde pra ver o pôr-do-sol é mais fácil, agora, com sol a pino é mesmo de matar. As pedras parecem maiores e mais altas, cansa em dobro e a subida fica mais ‘ingridi’,como diria nosso amigo Aldemar. O morro tem só 210 metros de altura, debaixo desse sol e com essas pedras parecem 400.
Já estava quase perdendo as pernas quando fizemos nossa parada merecida. Sentamos numa sombra onde a vista já recompensa. Enquanto todas as minhas sensações - cansaço, sede, náusea e fome - me sacudiam de uma só vez, os guris se divertiam observando alguns voadores que dominam o céu por aquelas bandas:
_ Tá vendo aqueles caras ali?
_ Os da esquerda ou da direita?
_ Os que estão na base daquela nuvem ali. Olha só que enroscada!
_ É... tão subindo tudo que dá...
Fiquei procurando 'os caras' até cansar o pescoço, sentindo minha nuca esturricada (putz! esqueci desse pedaço). Bem, olhei, olhei e não achei nada, só uns passarinhos lá em cima.
Ok. Tomo água, fôlego, e o Arthur me puxa:
_ Bora amor, agora tem menos da metade.
Os passos estão lentos e fico pensando: que animação! Como a galera aqui gosta de diversificar, sempre buscando o melhor vento ou um vôo diferente não importando onde. Tudo pelo prazer e pela técnica. Nada de preguiça.
NÃO! Não para o super-super Fernandes Falcon, o urubu mais cheio de ciência dessas paragens! Tan dannnnnnnn...
Aqui não, hein! Esse tira vento de pedra. E foi o que se deu. Asa aberta, equipamento em ordem, todo mundo conectado e...
_ Agora vai, agora vai... Ai meu Deus! Cadê esse vento? ... agora vai, agora vai... Pô!tá feio hein? ... É agora, é agora! Arthur, gruda aí. Vocês dois, dá pra fazer um varal?
_ Olha aqueles caras ali enroscando numa térmica. Acho que a bufa dela passa aqui.
De novo os tais 'caras'. Olho pra todo lado e nada. Dou três piscadas pra desembaçar e só mesmo passarinho lá em cima.
_Seguinte Ângela: quando eu falar ‘vai’, começa a correr e não pára.
_Ok!
Eu estava tranqüila. Não sei por que, não sinto medo nenhum, confio no piloto e ao primeiro comando me atiro montanha abaixo. E foi assim mesmo.
_Corre, corre, corre, corre...
Pernas pra que te quero, saí correndo e fazendo força pra ajudar a arrastar a asa o que dava e inflar. Uhuuuuuuuuuuuuuuuu!!!!!
Quando me dei conta já estávamos voando e eu ainda pedalando no ar. Ops!
Que sensação! Vento na cara, ar de sobra pros pulmões, paisagem até onde os olhos alcançam, o mundo lá embaixo. Já sei como os pássaros se sentem. O vôo livre é mágico. Ficava olhando tudo aquilo, o céu ‘quase’ ao alcance, a paisagem toda cabendo no angulo da minha mão e já pensando na próxima vez que poderia fazer isso de novo. Lugar perfeito pra uma poesia, nem precisa de palavras. Abro a boca o quanto dá e engulo uma porção de vento, quero digeri-lo pro resto da vida. Olhei o pessoal que tinha ficado no morro, vejo o Arthur decolando e... ih! Acho que vai pregar. Pregou! (hehe)
Conseguimos uma térmica. A ordem era jogar todo o peso do corpo pra direita e assim conseguir enroscar, girar e subir. Subimos 1.167 pra cima da rampa, se o vento colaborasse chegaríamos mais alto. Mas chegamos aqui por pura peripécia do piloto mesmo, porque o dia não estava fácil. Fizemos metade do caminho pra cidade de Santo Antonio de Leverger. Lá em baixo muitas chácaras e piscinas. Tchauzinho pra galera do solo. Começamos a perder altura, o Fernandes escolheu um bom lugar pro pouso e pronto. Pé no chão de novo e nem dava pra acreditar que o meu solo, a uns segundos atrás, era feito de brisa. Pousamos no pasto de uma fazenda e o nosso resgate chegou junto. Por último, uma chuva de recompensa. De co-piloto pra piloto: Valeu, hein! Parabéns!

Sentir-se livre no céu, de peito aberto pro espaço é uma sensação insubstituível.
Ah! Sobre os tais caras? É que urubu aqui é gente. E se chamar um piloto de ‘urubuzão’... Nossa! mó elogio.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
desterritorialização
Eu nasci lá no pé do mapa, Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Sou filha de um indivíduo meio beat que nunca se deixou sossegar em lugar nenhum. Nem dá pra enumerar os cantos dessa América que lhe serviram de casa. Se a frase do Pumba tivesse sido dita pelo pai, eu não estranharia: "Lar é onde o bumbum descansa." Tinha alma de cigano, e o era, só não de nascença.
Bem, nessas andanças me largou no Mato Grosso, onde de vez enterrou o pé, literalmente. E nesta terra de Rondon me resta o fado de ser "pau-rodado". Todo mundo que nasceu em outras bandas e se aloja por aqui é digno desse título. E sempre que me perguntam de onde sou a resposta vem pronta: “De Porto Alegre!” Doce ilusão que se desfaz a cada contato com a minha terra ou gente de lá.
Se vou pra Poa, logo mandam: "Tu é de onde?" Se cá estou - e estou sempre - num determinado tempo de conversa vem a frase: "Você não é daqui, né?!"
Como assim? A que lugar pertenço, afinal?
Estou me conformando em não ser de lugar nenhum. Não pertenço mais a terra onde nasci nem ao lugar onde escolhi residir. Os de lá e os de cá me tiram isso.
Sou uma desterritorializada.
E essa é a situação de muitos por aí. Como no caso de uma amiga japa, brasileira de nascimento e filha de imigrantes japoneses. Aqui no Brasil ela não é brasileira, é japa, quando esteve no Japão não era japonesa, era brasileira. E ela fica “P” da vida com essa história. Fica toda grilada e me pergunta: “Eu sou de onde então?” Depois explico algumas coisas para a minha amiga japa.
E fica esse vazio de não pertencer a lugar nenhum.
Outro dia ouvi a Sirlei dizer que ela era internacional, ou seja, não defendia essa história de nação, de pátria, que isso tudo era uma grande bobagem, que isso só servia pra incluir o indivíduo em um determinado território e excluí-lo do resto do mundo.
E pensando bem... Olha que isso não é de todo ruim. Resolveria boa parte dos problemas desses povos que vivem em pé de guerra a eras. Ninguém estaria proibido de entrar em território alheio (território de quem?). Nenhum território seria de ninguém (território... o que é território?).
Já começo a compreender a Sirlei. Não pertencer a lugar nenhum é ser de todos os lugares ao mesmo tempo.
Ok! Nós, os desterritorializados, somos cidadãos do mundo.
Assim fica melhor.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
dedicatória
é uma só alma
que se parte em duas histórias.
(porque a gente viaja.)
Histórias da nossa américa
de invasores e invadidos
desse romance de sermos negros, brancos e
índios, sempre índios.
Te apresento Isabel
e essa Inés que somos dela.
da desmemória que me resta,
poucas palavras.
para a hermana
em Inés da minha alma de Isabel Allende.
crê/lê/vê/descrê/revê
sou meio Clarice
assim, sentidora...
"Eu não sou promíscua. Mas sou caleidoscópica:
fascinam-me as minhas mutações faiscantes
que aqui caleidoscopicamente registro."
(Clarice Lispector)
domingo, 30 de dezembro de 2007
essas coisas
(História meio ao contrário - Ana Maria Machado)
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
moldura para um dia bom
nenhum outro sorriso poderia atribuir-lhe tanta leveza.
http://www.youtube.com/watch?v=vnRqYMTpXHc&feature=related
Foi gravada pela primeira vez por Armstrong no outono de 1967.
Mais otimista, impossível.
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
na deslealdade dos dias
Rabisco no inverso desse avesso arquipélago, minha história ao contrário. Não sei em que pé minha ilha se apóia. O incerto murmura na paisagem astrolábica dos meus olhos semi-cerrados. Invoco um enigma azul que rompe esse luto adverso.
(mas me quebraram os gestos e fio-me no surdo-mudo das palavras.)
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Glaubber - poesia em Cuiabá
"Amarelecidas
As páginas entregam
Juntamente com o tempo
O sabor dos anos...
A solidão desse silêncio pelo vento marulhado
O céu, que resplandece uma agonia alhures
Rumorejar das copas entediadas e solenes
Ritmo absoluto de como as cousas se movem
com a cor mediúnica da terra
em seu processo de labor e alegria...
e além desse silêncio
o pragmatismo obtuso de construções sem poesia
a caudal de violências em que buzinas e imprecações se agitam
vociferar do vozerio inescrupuloso em sua insolência..."
O Glaubber é poeta grande já, desses que fazem poesia até em papel higiênico.
Quer um papo com o poeta? Sabe a banca de livros do Sodré na rampa do IL, na UFMT? O poeta guarda as horas por lá. Está sempre disposto a conversar e te dar dica de bons livros.
Este e outro poema maravilhoso dele podem ser lidos na revista SINA do mês de novembro de 2007.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
no cinturão de Orion

Casou-se inicialmente com Side, que se dizia ser a mais bela de todas as jovens da Grécia antiga. Mas Side era orgulhosa e gabava-se de ser mais bela ainda do que as imortais, mais bela do que a própria Hera. Ciumenta, Hera vingou-se e precipitou a jovem do cimo das montanhas do Tártaro, matando-a. Tendo perdido a esposa, Orion perambulou perdido pela Terra.
Certo dia, foi chamado por Enopião, rei de Chios, para acabar com as feras que haviam invadido seu reino. Tendo terminado o serviço, conheceu a jovem Mérope, filha de Enopião. Mal se viram, os jovens apaixonaram-se. Porém o pai de Mérope era contra o casamento, e criou uma armadilha ao gigante. Enopião, que significa "o que bebe vinho", em grego, conseguiu embebedar o jovem. Quando este já estava dormindo, o rei cegou-o e expulsou-o do reino. Foi achado por um garoto, que se sentou em seus ombros e o guiou até o Sol Nascente. Quando Eos, a Aurora, o viu, apaixonou-se por ele e curou-o, dando-lhe novamente a visão. Os dois foram morar na ilha de Delos. Os dois viveram algum tempo juntos, porém o amor deles não durou muito, e Orion partiu para novas conquistas.
Em suas viagens conheceu Artemis, a deusa da caça, com quem criou forte amizade. Logo o caçador se apaixonou pela deusa, e, segundo dizem alguns autores, Artemis também se enamorou dele, apesar disso ser motivo de controvérsia. De qualquer forma a amizade dos dois gerou fortes ciúmes em Apolo , que um dia enviou um enorme Escorpião para matar o gigante. Apesar de o caçador estar habituado a esmagar estas criaturas , este era maior que Orion , além de possuir uma couraça que a espada do gigante não conseguia atravessar. Houve uma feroz batalha, que acabou com a morte de Orion.
Inconformada, Artemis pediu a seu pai, Zeus, que o revivesse. Zeus se recusou, mas acabou por transformar Orion em uma constelação, colocando-o nos céus. Transformou também o Escorpião, mas, temeroso de que os dois lutassem, Zeus colocou-o no canto oposto do céu, de forma que quando um ascendesse , à noite, o outro descendesse, e nunca estivessem juntos no céu.
Orion está no céu sempre a perseguir uma lebre, acompanhado por Sírius, que segundo alguns é seu cão, com uma pele de leão e com uma espada no cinto."

Uma curiosidade:

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Sobre EU e VOCÊ
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
texto em fraturas
um fantasma me beija de morte cavada
fere-me de uma impossessão soturna, lenta, pesada.
seguro em concha minha alma alquebrada em dia branco
caminho no horror do vazio preciso
e vou nascer no próximo instante de exata insistência.
o que me devora ainda me faz forte.
memória debruçada sobre uma imagem lisa.
teus cabelos estendidos, longos, longe do meu alcance.
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
un ratito que pasa
boluda!
mismo!
y con el tiempo me voy perfeccionando.
me di cuenta.
sábado, 24 de novembro de 2007
"adivinha tarde demais que se mumificara"
dia desses...
_ Apaixonei-me por Joni Mitchell, tô vendo se ela tem outras letras tão maravilhosas. Acabei de ler A case of you, e tem uma frase...
I remember that time you told me, you said,
\"Love is touching souls\"
Well surely you touched mine
Cause part of you pours out of me
In these lines from time to time.
(Eu lembro da época que você me dizia
'Amor é tocar almas'
Seguramente você tocou a minha
Pois parte de você flui de mim
De vez em quando, nestas linhas.)
Tocar almas...
_A Joni é poeta. Todas as letras que olhar serão assim, profundas. Estava desde ontem pensando em dedicar um post a ela. Engraçado te mandar essa música...
...alma, sempre ela.
Diálogo de andanças - sobre essa coisa que chamamos de alma. Papo com o cara mais beat que conheço.
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
de 'O céu que nos protege'
_Yes.
_Because we don't know when we will die... we get to think of life as an inexhaustible well. Things happen only a certain numbers of times. And a small number, really.
How many times will you remember an afternoon of your childhood... an afternoon so deeply a part of you that you can't be without it? Perhaps four or five times more. Perhaps not even that. How many times will you watch the moon rise? Perhaps twenty. And yet it all seems limitless.
(The Shelterning Sky)
domingo, 18 de novembro de 2007
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
EM TEMPO

Depois de quatro anos à míngua, ganhamos de presente _literalmente_ o In Rainbows.
No dia 10 de outubro o Radiohead tornou-se responsável por aquilo que no dia anterior o “Times” havia chamado de “The day the music industry died”. Publicaram o novo álbum na sua página na internet e o colocaram disponível para download pelo preço de... _ bem, essa é a revolução _ pelo preço que cada um quiser pagar. O CD torna-se material irrisório, o que contam a partir de agora são os “concertos”. Tem-se notícia de que até o segundo dia já haviam sido descarregados 1.2 milhões de cópias digitais numa média de 8 dólares. E para os que fazem questão do objeto físico, o CD sai a partir de 03 de dezembro.
Não é nenhuma banda anônima de garagem tentando chamar a atenção do mundo. São os autores de PABLO HONEY(1993), álbum referência ao rock alternativo norte-americano sendo 'Creep' a música de maior sucesso do álbum, tocada e tocada durante bom tempo nos programas da MTV ; THE BENDS(1995) foi o álbum que despertou a atenção do mundo para a banda definitivamente, levando 'Street Spirit' ao quinto lugar nas paradas do Reino Unido, e que trás a lindíssima ‘Fake Plastic Trees’ que é tudo o que eu queria ter cantado _ deles até hoje; OK COMPUTER(1997) álbum impactante; KID A(2000) experimentos com música eletrônica; AMNESIAC(2003) seguindo a mesma linha de Kid A; HAIL TO THE THIEF(2003) que é uma releitura da sonoridade dos trabalhos anteriores, e finalmente IN RAINBOWS(2007), um regresso às origens, instrumental perfeito.
Os arranjos bem elaborados, ousados, complexos e melodias tristes colocaram a banda ao lado do Pink Floyd e até, olha só, dos The Beatles.
São influências do Radiohead:
Talking Heads,
de influência marcante para a banda, dona de uma música chamada "Radio Head" onde os meninos se inspiraram para dar nome ao grupo.Jeff Buckley,

compositor, cantor e guitarrista norte-americano, dono de uma voz singular e timbres insuperáveis;
Can,

banda de rock experimental alemã, de estilo musical baseado em bandas de rock de garagem como The Velvet Underground;
Joy Division,

pós-punk;
Aphex Twin,

DJ e produtor de música eletrônica, considerado figura influente da música eletrônica contemporâea;
Elvis Costello,

cantor compositor e músico britânico, parte do cenário pub rock britânico, mais tarde associado ao punk rock e new wave pra depois ser considerado voz única e original dos anos 80.
O delicioso estágio de sono REM.

E como não poderia deixar de ser... tan daaaannn... o rock progressivo do Pink Floyd.

O Radiohead tem a ver comigo. Adoro as músicas e o timbre vocal puro e anêmico do Thom Yorke.

...pra degustar, do novíssimo In Rainbows.
http://www.youtube.com/watch?v=-kCKob1YKOU&eurl=http://lishbuna.blogspot.com/2007_10_01_archive.html
site oficial da banda: http://www.radiohead.com/
















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